Uma nova pesquisa de opinião pública mostra alta rejeição a Trump. A aprovação do presidente americano está no ponto mais baixo de seu governo. Além disso, não houve mudanças em relação ao mês anterior. Este cenário ocorre em meio a uma guerra no Irã e a desavenças com o Vaticano. Desse modo, esses eventos levantam questionamentos sobre a conduta do presidente. Eles também reforçam a crescente rejeição a Trump.
O levantamento da Reuters/Ipsos durou seis dias e foi finalizado recentemente. Ele aponta que apenas 36% dos americanos aprovam o trabalho de Donald Trump na Casa Branca. Esse percentual não mudou desde a última medição. Consequentemente, ele sinaliza uma base de apoio estagnada. Além disso, o presidente teve sua maior taxa de aprovação, de 47%, logo no início de seu mandato.
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Conflitos e a Rejeição a Trump
A guerra contra o Irã começou em fevereiro. Ela foi iniciada pelo governo americano e Israel. Desde então, a pressão sobre Trump aumentou. De fato, este conflito gerou uma alta expressiva nos preços dos combustíveis. Consequentemente, isso afetou diretamente o bolso dos cidadãos. A pesquisa mais recente indica que 36% dos americanos apoiam os ataques militares dos EUA ao Irã. Por outro lado, este número é próximo aos 35% registrados em um levantamento anterior.
Preocupações com o Temperamento do Presidente
O estudo ouviu 4.557 adultos online em todo o país. Ele tem uma margem de erro de dois pontos percentuais. A pesquisa, portanto, revelou preocupações significativas. Por exemplo, muitos americanos, inclusive alguns do próprio Partido Republicano, questionam o temperamento do presidente de 79 anos. Eles também duvidam de sua clareza mental, após uma série de atitudes agressivas. Apenas 26% dos entrevistados consideram Trump uma pessoa “equilibrada”.
Entre os republicanos, a divisão é clara: 53% o veem como equilibrado, enquanto 46% discordam. Já entre os democratas, por outro lado, apenas 7% compartilham dessa visão sobre a conduta de Trump.
As Polêmicas Declarações de Trump
Nas últimas semanas, Trump tem demonstrado agitação. Ele publicou em uma rede social uma ameaça de aniquilar a civilização do Irã. Além disso, atacou publicamente o Papa Leão, chamando-o de “fraco contra o crime”. Isso ocorreu após o pontífice criticar a guerra no Irã. As ameaças de Trump, aliás, incluíram termos fortes. Ele prometeu destruir pontes e usinas elétricas iranianas. Inclusive, aliados ficaram alarmados no início do ano. O motivo foi a ameaça de Trump de usar força militar contra a Dinamarca, um país da OTAN. A ameaça surgiu por causa de uma demanda sobre a anexação da Groenlândia. A Casa Branca, por sua vez, não se manifestou sobre os pedidos de comentário.
Lucidez Mental em Questão
A pesquisa Reuters/Ipsos foi feita durante um período de frágil cessar-fogo entre Irã e EUA. Este cessar-fogo estava para terminar. Contudo, outro dado importante surgiu. 51% dos americanos acreditam que a lucidez mental de Trump “piorou” no último ano. Esse sentimento, aliás, é compartilhado por 14% dos republicanos, 54% dos independentes e impressionantes 85% dos democratas.
Os comentários de Trump contra o Papa Leão ganharam destaque. Isso ocorre porque, em geral, os americanos veem o pontífice de forma mais positiva do que o presidente. Cerca de 60% dos entrevistados têm uma visão favorável do Papa Leão. Em contrapartida, 36% sentem o mesmo por Trump. Essa diferença de percepção, portanto, reforça a complexidade do cenário político atual. Ela também mostra como as ações do presidente impactam sua imagem pública, contribuindo para a rejeição a Trump.
