Uma bomba da Segunda Guerra Mundial foi encontrada durante obras na cidade de Colombes, na Grande Paris, França. Este achado inesperado levou à retirada de centenas de pessoas de suas casas no último domingo (19). A polícia local e especialistas em explosivos agiram para desativar o artefato, garantindo a segurança de todos. A operação mobilizou um grande número de agentes e recursos, mostrando a complexidade de lidar com vestígios de conflitos passados.
A ação começou cedo, às 7h, na Rua des Champarons, onde a bomba foi descoberta em 10 de abril. Cerca de 800 policiais trabalharam para isolar a área e organizar a saída dos moradores. A evacuação terminou por volta das 10h30, e logo em seguida, os especialistas do Laboratório Central da Polícia de Paris (LCPP) iniciaram os trabalhos de desativação. Eles removeram o artefato de uma parede e o colocaram em uma vala de dois metros de profundidade, preparada para isso.
Leia também
Desativação da bomba da Segunda Guerra: Duas abordagens
Os técnicos tinham dois planos para lidar com a bomba. A primeira opção, e a preferida, era tirar o detonador. Essa parte da operação tinha uma previsão de quatro horas. Contudo, se não fosse possível remover o detonador, a alternativa seria destruir a bomba com uma explosão controlada, feita debaixo da terra. Este segundo método poderia levar mais tempo, até oito horas. A complexidade da situação mostra a necessidade de cuidado extremo em cada passo.
Para proteger a população, a polícia criou um perímetro de segurança de 450 metros ao redor do local. Moradores receberam alertas pelo sistema FR-Alert e tiveram que sair de suas casas a pé, após fechar as janelas. Cinco abrigos foram montados em Colombes e cidades próximas, como Asnières-sur-Seine e Bois-Colombes, para acolher quem precisou sair. Ao todo, 220 pessoas com alguma dificuldade receberam ajuda especial dos serviços de emergência.
Segurança reforçada e trânsito afetado pela bomba da Segunda Guerra
A área onde a bomba foi encontrada ficou completamente vazia e isolada pela polícia, também para evitar roubos. O tráfego de carros e de seis linhas de ônibus foi suspenso. Além disso, um segundo perímetro de segurança, maior, com um quilômetro de distância, foi estabelecido. Nele, a regra era clara: proibido qualquer tipo de aglomeração ao ar livre.
O prefeito do departamento de Hauts-de-Seine, Alexandre Brugère, falou sobre a operação dias antes. Ele avisou que era uma ação “arriscada” e que exigia muita preparação em pouco tempo. Os moradores foram informados de que só poderiam voltar para casa depois de receberem uma mensagem de texto, com previsão de até as 19h. Isso mostra o nível de cuidado e a organização necessária para garantir que tudo ocorresse sem problemas, protegendo a todos.
