Javier Milei, presidente da Argentina, fez uma declaração marcante durante sua visita a Israel. No domingo, dia 19, ele afirmou que a guerra contra o Irã é “o correto”. Milei também reiterou o plano de mudar a embaixada argentina para Jerusalém. Essa postura indica um alinhamento forte do governo argentino com Israel e os Estados Unidos. A visita de Milei em Israel gerou debates. Ela reforçou a posição do país sul-americano nos conflitos do Oriente Médio.
Apoio de Milei em Israel à Ofensiva
O presidente argentino não poupou palavras ao manifestar seu apoio à ofensiva israelense, iniciada em fevereiro. Ele destacou que seu governo classificou a Guarda Revolucionária do Irã como uma organização terrorista. Milei declarou publicamente seu “firme apoio” aos Estados Unidos e a Israel. Ele disse que o combate ao terrorismo e ao regime iraniano não é apenas o correto. Segundo ele, é também porque os dois países compartilham um “sofrimento” comum. Essas falas aconteceram durante uma declaração conjunta com o premiê israelense, Benjamin Netanyahu.
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Ações da Argentina e Reconhecimento
Durante a gestão de Milei, a Argentina tomou outras medidas importantes. O país incluiu a Força Quds, ligada à Guarda Revolucionária, na lista de organizações terroristas. Essa decisão segue a linha dos Estados Unidos. Em abril, a Argentina também expulsou Mohsen Soltani Tehrani, o principal diplomata do Irã em Buenos Aires. Em resposta, Netanyahu elogiou o presidente argentino. Ele afirmou que Milei demonstra uma “clareza moral” ao apoiar Israel. Tais ações reforçam a parceria entre Argentina e Israel.
Embaixada Argentina e os Acordos de Milei em Israel
Milei reafirmou a intenção de transferir a embaixada argentina para Jerusalém. Ele explicou que isso acontecerá “assim que as condições permitirem”. O presidente argentino vê a mudança como “necessária, mas, sobretudo, justa”. A visita de Milei em Israel também sediou a assinatura dos chamados Acordos de Isaac. Essa iniciativa visa fortalecer a cooperação entre os dois países. Ela busca incluir outras nações da América Latina. Os Estados Unidos apoiam a proposta. Ela se baseia nos Acordos de Abraão, feitos durante o governo de Donald Trump. Aqueles acordos normalizaram relações entre países árabes e Israel.
Fortalecendo Laços Internacionais
Netanyahu sugeriu que algo parecido pode acontecer com países latino-americanos que têm “objetivos comuns” e “valores compartilhados”. Além disso, Milei anunciou a assinatura de um memorando de entendimento na área de inteligência artificial. Os dois países também acertaram a criação de voos diretos entre Buenos Aires e Tel Aviv. O início está previsto para novembro. Segundo Milei, essa medida vai consolidar o “vínculo inquebrável” entre Argentina e Israel. O presidente argentino também visitou o Muro das Lamentações, na Cidade Velha de Jerusalém. Ele já havia visitado o local em outras ocasiões.
A série de encontros e declarações durante a passagem de Milei em Israel mostra um movimento claro. O objetivo é estreitar os laços com o país do Oriente Médio. As decisões de classificar grupos iranianos como terroristas indicam uma política externa alinhada. A intenção de mover a embaixada para Jerusalém também reforça essa linha. Os acordos assinados abrangem desde cooperação em inteligência artificial até voos diretos. Eles buscam criar uma parceria duradoura. Este capítulo da diplomacia argentina reflete uma nova fase nas relações internacionais do país. Ele traz impactos diretos na sua imagem global e em suas alianças estratégicas.
