Uma mãe iraniana busca justiça após o bombardeio que matou seus filhos em uma escola. Mohaddeseh Fallahat perdeu Amin e Mehdi no ataque à escola no Irã, ocorrido em Minab, no sul do país. Ela relatou sua dor em uma reunião de emergência no Conselho de Direitos Humanos da ONU. A mãe lembrou a última frase que ouviu de seus filhos antes da tragédia: “Venha nos buscar depois da escola”. Além disso, o ocorrido gerou grande comoção.
Aquela manhã parecia um dia comum. Mohaddeseh arrumou os sapatos, penteou os cabelos e colocou as mochilas nos ombros dos meninos. Não havia sinal de que seria a última vez que faria isso. Contudo, a realidade foi cruel. O ataque deixou cerca de 175 mortos, incluindo crianças e professores. A responsabilidade pelo ocorrido ainda gera uma disputa entre Irã, Estados Unidos e Israel. O bombardeio marcou o primeiro dia de ataques conjuntos, conforme as versões iranianas.
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A dor de uma mãe e a busca por justiça após o ataque
Mohaddeseh Fallahat fez um depoimento emocionado. Ela descreveu o vazio deixado pela morte de Amin e Mehdi. Ao saírem de casa, os filhos pediram que ela os buscasse depois da aula. Essa frase, segundo ela, repete-se “mil vezes” em sua mente. Hoje, ao passar pelo quarto deles, Mohaddeseh sente vontade de abrir a porta e vê-los como sempre. No entanto, o quarto está silencioso. Muito mais silencioso do que uma casa deveria ser. Ela ainda guarda roupas compradas para o Ano Novo e cadernos que ficaram inacabados. Para Mohaddeseh, os filhos tiveram seus sonhos interrompidos de forma abrupta.
A mãe se apresenta não apenas como uma pessoa enlutada. Ela é a voz de todas as mães que enviaram seus filhos à escola. Elas acreditavam na segurança. Por isso, Mohaddeseh pediu que a tragédia não seja esquecida. Ela quer que os responsáveis sejam punidos. Desse modo, a justiça será feita. “Não por vingança, mas por justiça”, ela declarou.
O contexto do ataque à escola no Irã
Na reunião da ONU, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, acusou os Estados Unidos e Israel. Ele disse que os dois países cometeram genocídio durante a guerra. Araqchi pediu que a ONU condene as nações pelo ataque à escola em Minab. A sessão em Genebra teve este ataque como tema central.
O ministro iraniano afirmou que o ataque brutal é apenas a ponta de um iceberg. Ele esconde tragédias ainda maiores. Estas tragédias incluem a normalização de violações de direitos humanos e do direito internacional humanitário. Além disso, Araqchi apontou que o padrão de alvos dos agressores, junto com a retórica deles, deixa pouca dúvida sobre a intenção. Segundo ele, a intenção clara é cometer genocídio. O chanceler iraniano disse que as vítimas do ataque foram “massacradas de forma completa”.
Repercussões e o clamor internacional
A investigação americana aponta provável responsabilidade dos EUA no bombardeio. Isso foi divulgado por uma agência de notícias. Um vídeo também mostra um míssil dos EUA atingindo uma base perto da escola. O incidente gerou grande pressão sobre o então presidente dos EUA, Donald Trump, e sobre o país. O governo iraniano continua a exigir respostas e responsabilização. A comunidade internacional acompanha o caso, buscando entender os desdobramentos e as implicações de um ataque que vitimou tantos inocentes. Portanto, a busca por justiça não é apenas uma questão pessoal para Mohaddeseh, mas um clamor por respeito ao direito internacional.
As famílias das vítimas buscam conforto e respostas. A memória das crianças perdidas, como Amin e Mehdi, permanece viva. Elas representam a face humana de um conflito. A história de Mohaddeseh destaca a urgência de proteger civis, especialmente crianças, em zonas de conflito. Assim, a comunidade global enfrenta o desafio de garantir que tais eventos não se repitam. É preciso responsabilizar quem os provoca.
