Lula se manifesta contra ameaças de guerra de Trump e pede nova ordem mundial

Lula critica Trump por ameaças constantes de guerra e defende a necessidade de uma nova ordem mundial. O presidente brasileiro também questiona o papel do Conselho de Segurança da ONU e suas falhas.

Lula critica Trump, apontando preocupação com a segurança global. O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva fez comentários sobre a forma como o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se posiciona no cenário internacional. Lula destacou que Trump não deve usar a ameaça de guerra contra outras nações, pedindo uma nova ordem mundial para evitar conflitos. Suas falas saíram em uma entrevista para a revista alemã Der Spiegel.

Os comentários de Lula aconteceram enquanto ele viajava para a Europa, com compromissos na Alemanha, Espanha e Portugal. Ele já havia feito uma declaração parecida em julho de 2025. Naquela ocasião, ele criticou as tarifas impostas pelos EUA ao Brasil. A Casa Branca, na época, respondeu que Trump não tentava ser um imperador do mundo.

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Lula critica Trump e a visão de “imperador do mundo”

Lula deixou claro que, em sua visão, Trump não foi eleito para ser o “imperador do mundo”. Ele afirmou que o ex-presidente não pode ficar ameaçando outros países com guerra o tempo todo. Lula ressaltou a necessidade de organizar o mundo, que, segundo ele, está perto de se tornar um único campo de batalha. Assim, a busca por soluções pacíficas se torna urgente.

Além disso, o presidente brasileiro mencionou ter pedido aos líderes da China, Rússia e França que convocassem uma reunião do Conselho de Segurança da ONU. O objetivo era discutir o conflito envolvendo o Irã. Contudo, Lula disse que ninguém prestou atenção ao seu pedido. Ele descreveu a situação como estar “à deriva em alto mar, em um navio sem capitão”.

Lula critica Trump: Conflitos e seus impactos globais

O presidente brasileiro alertou que uma guerra iniciada por Trump contra o Irã traria consequências graves. Ele destacou que os mais pobres da África ou da América Latina seriam os mais afetados. Essas populações teriam de gastar mais dinheiro com alimentos básicos, como feijão, carne e verduras. Portanto, a instabilidade global afeta diretamente a vida das pessoas comuns.

Lula também sugeriu que o secretário-geral da ONU, António Guterres, deveria convocar uma Assembleia Geral extraordinária. O objetivo seria fazer com que líderes mundiais prestem contas. Ele acredita que a transparência é um passo importante para a paz. Assim, a comunidade internacional poderia buscar soluções conjuntas para os desafios atuais.

O papel da ONU e a reforma do Conselho de Segurança

O presidente voltou a defender mudanças na composição do Conselho de Segurança da ONU. Para ele, o órgão precisa incluir novos membros permanentes. Ele citou representantes da África, do Oriente Médio, além de países como Brasil ou Alemanha. A ideia é tornar o conselho mais representativo e justo.

Lula questionou a atual estrutura do Conselho de Segurança. Ele lembrou que a Carta das Nações Unidas criou o órgão para preservar a paz. Contudo, ele se perguntou como explicar que os cinco membros permanentes são os maiores produtores de armas. Ele apontou que esses países possuem armas nucleares e se envolvem em guerras. Por exemplo:

  • A França e o Reino Unido intervieram na Líbia.
  • Os Estados Unidos invadiram o Iraque.
  • A Rússia atacou a Ucrânia.
  • Israel é responsável pela destruição de Gaza.

E, agora, os Estados Unidos e Israel estão em guerra contra o Irã. Essas observações reforçam a necessidade de um debate sobre a eficácia e a imparcialidade do conselho.

Brasil e as relações internacionais: O caso de Cuba

Quando perguntado sobre uma possível ajuda energética brasileira a Cuba, Lula explicou a posição do Brasil. Ele afirmou que o país não enviou petróleo ou derivados ao país caribenho. A razão era evitar impactos negativos sobre a Petrobras, que tem ações negociadas na bolsa de Nova York. As relações com Cuba são boas, e os cubanos entenderam a situação. Eles deram a entender que Lula não deveria tomar medidas que prejudicassem o Brasil. Assim, a decisão priorizou os interesses econômicos nacionais.