Israel anunciou que vai ampliar sua zona-tampão Líbano. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu declarou nesta quarta-feira (25) que o exército israelense expandirá a área de segurança no Líbano. A medida visa eliminar a ameaça de mísseis antitanque, criando uma zona de segurança maior. A fala de Netanyahu também abordou a dissolução do Hezbollah como um objetivo.
A decisão surge dias após o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, ter mencionado que o país controlará uma faixa de cerca de 30 km no sul do Líbano, chegando até o rio Litani. Israel retomou operações contra o Hezbollah no início de março. As ações incluem uma operação terrestre no país vizinho, classificada como “limitada” até o momento.
Leia também
Israel intensifica operações e a zona-tampão Líbano
Na terça-feira (24), o ministro Katz informou que Israel estabeleceria uma “zona de segurança” no sul do Líbano. Esta ação acontece após a destruição de pontes sobre o rio Litani, estruturas que, segundo ele, eram usadas pelo Hezbollah. Além disso, militares israelenses assumirão o controle das pontes que restaram na região. Katz afirmou em uma reunião de gabinete do Exército que todas as cinco pontes sobre o rio Litani, usadas pelo Hezbollah para transportar terroristas e armas, foram destruídas.
As Forças de Defesa de Israel, portanto, controlarão as rotas restantes na zona de segurança até o Litani. O ministro israelense também fez um alerta direto aos moradores do sul do Líbano que deixaram suas casas. Ele disse que eles não devem retornar para o sul do Rio Litani até que a segurança dos moradores do norte de Israel esteja garantida. Esta postura mostra a firmeza de Israel em estabelecer sua presença e controle na região.
Impacto da Operação Terrestre e a zona-tampão Líbano
Israel realiza uma operação terrestre no sul do Líbano desde o começo do mês. O alvo é o grupo Hezbollah. No final de semana, tropas israelenses começaram a demolir pontes sobre o rio Litani. Essas pontes conectam uma faixa de 30 km no sul do Líbano ao restante do país. A declaração de Katz sobre a “zona de segurança” representa uma escalada ainda maior na operação terrestre. Contudo, isso aumenta os temores de uma invasão em larga escala.
No final de semana, o governo libanês acusou Israel de querer criar uma “zona-tampão” no sul do país. O Hezbollah, por sua vez, disse à agência de notícias Reuters, na terça-feira, que o grupo lutará para impedir que Israel crie essa zona. O grupo descreveu a ocupação israelense no sul do Líbano como uma “ameaça existencial” ao Estado libanês. Assim, a tensão na região cresce.
Este anúncio faz os libaneses lembrarem de 1982. Naquele ano, durante a guerra civil, Israel invadiu toda a região. O exército israelense manteve uma zona-tampão com profundidade entre 10 e 20 km até sua retirada completa em 2000. Essa retirada ocorreu sob pressão do movimento pró-Irã Hezbollah. Portanto, a situação atual tem um forte eco histórico para a população local.
A expansão da zona-tampão Líbano por Israel é um movimento estratégico. Seu objetivo é proteger suas fronteiras e eliminar ameaças. No entanto, a ação gera preocupações sobre a soberania libanesa e o risco de uma escalada ainda maior no conflito. As próximas semanas serão cruciais para entender o desdobramento desta situação complexa e seus impactos na estabilidade regional. Fique atento às atualizações sobre este cenário.
