O Estreito de Ormuz, um caminho marítimo crucial para o transporte de petróleo, enfrenta um impasse. O Irã, segundo fontes do governo Trump, não consegue liberar o tráfego total de navios pela rota. O motivo seria que o país perdeu a localização exata das minas navais que instalou na área durante o conflito. Esta situação gera atrito e impacta o comércio mundial.
A informação sobre a dificuldade iraniana foi divulgada pelo jornal “The New York Times” na última sexta-feira. Desse modo, autoridades americanas expressaram irritação com a demora. A reabertura completa do Estreito de Ormuz era uma das exigências para o cessar-fogo acordado dias antes. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou publicamente o que chamou de “trabalho muito ruim” do Irã na região.
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Por outro lado, Saeed Khatibzadeh, vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, declarou que o Estreito de Ormuz estava aberto, mas com algumas restrições. Ele alertou para a presença de minas navais e informou que a Guarda Revolucionária do Irã coordenava o movimento das embarcações. Na prática, poucos navios têm autorização para seguir viagem.
O Estreito de Ormuz e o Cessar-Fogo
O acordo de cessar-fogo, firmado na terça-feira anterior, previa a reabertura do Estreito de Ormuz pelo Irã. Ambas as partes concordaram em parar os combates por duas semanas. Contudo, Teerã voltou a fechar o estreito logo depois, em resposta a ataques de Israel no Líbano. Israel defendeu-se, dizendo que nem o Líbano nem o grupo Hezbollah faziam parte do cessar-fogo. Essa declaração contrariou o Paquistão, mediador da trégua.
Atualmente, o Estreito de Ormuz segue praticamente bloqueado pelo Irã. De fato, dados de rastreamento de navios, divulgados pela Reuters, mostraram que apenas seis embarcações cruzaram a rota em um dia recente. Normalmente, cerca de 140 navios passam por lá. Isso mostra a dimensão do problema e como a situação afeta diretamente a navegação.
A Importância Estratégica do Estreito de Ormuz
Este estreito não é apenas um ponto no mapa; ele é uma artéria vital para a economia global. Cerca de 20% de todo o petróleo comercializado no mundo passa por ali. Por isso, a região é considerada estratégica. O controle do seu funcionamento tem sido uma ferramenta usada pelo Irã em seu confronto com os Estados Unidos e Israel. Assim sendo, qualquer interrupção na passagem causa preocupação internacional.
Além disso, a Guarda Revolucionária do Irã sugeriu uma rota alternativa. Eles querem que as embarcações usem as águas iranianas perto da Ilha de Larak. A ideia é evitar as rotas tradicionais, que poderiam ter minas navais. A Guarda Revolucionária indicou que os navios devem entrar pelo norte da Ilha de Larak e sair pelo sul, seguindo suas orientações. Existe um risco real e contínuo para quem tenta transitar sem autorização pelo Estreito de Ormuz, conforme as autoridades iranianas.
