A campanha para as eleições presidenciais do Peru terminou. Um número recorde de 35 pessoas buscou o cargo máximo do país. A votação acontecerá no domingo, mas ninguém deve conseguir mais da metade dos votos. Isso significa que um segundo turno deve acontecer em junho. As eleições no Peru mostram um cenário de muita divisão e incerteza, com eleitores buscando mudanças em meio a uma crise política.
Os eleitores peruanos estão cansados da violência e de uma grande instabilidade política. O país teve oito presidentes em apenas dez anos. Por isso, os candidatos prometeram combater o crime, muitas vezes ligando o problema à entrada de imigrantes sem documentos. As pesquisas indicam que a disputa está bem aberta, sem um favorito claro para vencer de primeira.
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Cenário das Eleições no Peru: Votos Divididos
A líder da direita, Keiko Fujimori, aparece na frente nas pesquisas. Ela é filha do ex-presidente Alberto Fujimori, que governou de 1990 a 2000. Contudo, ela não tem votos suficientes para evitar o segundo turno. A briga pelo segundo lugar está entre alguns nomes. Entre eles estão o humorista Carlos Álvarez, o ultraconservador Rafael López Aliaga, o centrista Ricardo Belmont e o representante da esquerda Roberto Sánchez. Este cenário fragmentado é um desafio para quem busca governar o Peru.
Nicolas Saldias, um cientista político da Economist Intelligence Unit, explica a situação. Ele diz que o cenário eleitoral deste ano está muito dividido. Nenhum candidato tem uma vantagem grande e muitos eleitores ainda não decidiram em quem votar. Portanto, a próxima fase da disputa pode trazer muitas surpresas.
Principais Nomes nas Eleições no Peru
Keiko Fujimori, que tenta a presidência pela quarta vez, faz muitas referências ao seu pai em seus discursos. Ele foi condenado por corrupção e desrespeito aos direitos humanos. Em um evento em Lima, ela disse: “Por onde passamos, há lembranças e gratidão pelo melhor presidente que o Peru já teve: Alberto Fujimori”. Seus apoiadores agitavam bandeiras laranjas, as cores de seu partido, Força Popular, e gritavam “Chino, Chino”, apelido do pai dela, que tinha origem japonesa.
Uma eleitora de Keiko, a artesã Silvia Arenas, de 37 anos, falou sobre sua escolha. Ela disse que o país tem mortes todos os dias e que quer dar a uma mulher a chance de comandar o país neste caos. Keiko Fujimori promete controlar as fronteiras para diminuir a imigração sem documentos. Além disso, ela quer que os presos trabalhem para conseguir comida.
Outro candidato que se destaca é Rafael López Aliaga, de 65 anos. Ele é da direita cristã e tem o apelido de “Porquinho”. Em seu último comício, perto do centro de Lima, seus eleitores se reuniram. Ele promete expulsar imigrantes sem documentos e levar criminosos para prisões em áreas isoladas da floresta. Por exemplo, ele afirmou que sua primeira medida seria mandar embora qualquer venezuelano que esteja em situação irregular no Peru. A campanha de López Aliaga é marcada por propostas radicais.
O Que Esperar das Eleições no Peru?
Apesar do fim da campanha, a corrida presidencial está longe de terminar. A necessidade de um segundo turno é quase certa. Os eleitores terão mais tempo para analisar os candidatos e suas propostas. A crise política e a busca por soluções para a violência e a imigração irregular continuarão sendo temas centrais. As eleições no Peru prometem ser um evento decisivo para o futuro do país, que busca estabilidade após anos de turbulência.
A alta quantidade de candidatos e a divisão dos votos mostram que o Peru vive um momento de muitas opções, mas poucas certezas. O próximo presidente terá um grande desafio pela frente. Ele precisará unir o país e enfrentar os problemas sociais e econômicos que afetam a população. Fique atento às próximas notícias sobre a votação de domingo e o possível segundo turno.
