As eleições na Hungria trouxeram um resultado inesperado e marcante. Depois de governar por muitos anos, o primeiro-ministro Viktor Orbán foi derrotado, encerrando um ciclo de poder. Desse modo, o desfecho da votação muda o cenário político do país e gerou reações importantes. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, disse que “o coração da Europa está batendo mais forte na Hungria esta noite”. Além disso, ela completou que “o país escolheu a Europa”, mostrando a relevância do que aconteceu nas eleições na Hungria.
Orbán, conhecido líder da direita nacionalista, admitiu a derrota. Ele falou aos seus apoiadores que “o resultado é claro e doloroso”. A apuração dos votos mostrava o partido de oposição Tisza com uma grande vantagem nas eleições. Assim, eles devem conquistar 136 cadeiras no Parlamento, que tem 199 lugares. Por outro lado, o partido de Orbán, o Fidesz, ficou com 56 cadeiras. O Mi Hazánk conseguiu 7 assentos, conforme os dados iniciais divulgados.
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A Virada Inesperada nas Eleições na Hungria
As urnas fecharam na Hungria no domingo, com uma participação recorde de 66% dos eleitores. Este pleito era considerado um dos mais importantes na Europa este ano. Com o avanço da contagem, o líder da oposição, Péter Magyar, confirmou que o próprio Viktor Orbán o parabenizou pela vitória. Portanto, isso sela a mudança de poder e marca o fim de uma era.
O Contexto Político de Viktor Orbán
Orbán esteve no poder por um longo período. Ele foi primeiro-ministro pela primeira vez em 1998, governando por quatro anos. Depois, em 2010, ele voltou com uma vitória expressiva e se manteve no cargo desde então. Consequentemente, seu partido, o Fidesz, tinha ampla maioria no Parlamento. A legenda mudou a Constituição e criou leis para estabelecer uma “democracia cristã iliberal”. Além disso, as políticas de Orbán limitaram a imprensa e enfraqueceram o Judiciário. Ademais, ele restringiu direitos de grupos minoritários, como a comunidade LGBTQIA+.
As Razões da Mudança e o Novo Líder
Por outro lado, medidas contra a imigração e uma postura nacionalista e conservadora ajudaram a manter o apoio popular. Essas ações, contudo, geraram atritos com a União Europeia. A UE chegou a suspender bilhões de euros em repasses para a Hungria. A razão para isso, portanto, eram as violações dos padrões democráticos. Orbán venceu as quatro últimas eleições com grande vantagem.
Neste ano, entretanto, o cenário mudou completamente. A economia do país estava estagnada há três anos. Além disso, houve o enriquecimento de uma elite ligada ao governo. Por causa disso, Orbán perdeu força dentro do país. Seu ex-aliado, Péter Magyar, ganhou espaço e se tornou uma figura proeminente. Magyar lidera o partido de centro-direita Respeito e Liberdade, conhecido como Tisza. Ele afirmou ter se inspirado em Orbán no início de sua carreira política, mas agora se coloca como uma alternativa. O resultado das eleições na Hungria refletiu essa vontade de mudança.
A vitória da oposição representa um novo capítulo para a Hungria. Este resultado, por exemplo, pode influenciar as relações do país com a União Europeia e a política interna. Assim, a expectativa agora é observar como o novo governo vai conduzir o país e quais serão as primeiras medidas.
