Neste domingo, 12 de abril de 2026, a Hungria enfrentou um pleito decisivo. Milhões de pessoas foram às urnas para participar da Eleição na Hungria, um evento que pode redefinir o futuro político do país. Esta votação tem a chance de tirar do poder o primeiro-ministro Viktor Orbán, que está no cargo há 16 anos. A disputa é vista como a mais relevante da Europa neste ano, com grande atenção de observadores internacionais.
Orbán, o líder há mais tempo no comando de um país da União Europeia, é também um de seus maiores críticos. Ele mudou muito sua forma de pensar ao longo do tempo. No começo, Orbán era um liberal contra a União Soviética. Agora, ele é um nacionalista que agrada a extrema-direita em todo o mundo, além de ter laços com a Rússia.
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Os Caminhos de Viktor Orbán na Eleição na Hungria
As seções de votação abriram às 6h da manhã e fecharam às 19h, no horário local. Após votar em Budapeste, Viktor Orbán falou com a imprensa. Ele afirmou que estava ali “para vencer”. Além disso, o primeiro-ministro disse que a Europa caminha para uma grande crise. Por isso, a Hungria precisa de “uma forte unidade nacional para resistir às crises que estão por vir”. Orbán, aliado do ex-presidente dos EUA, Donald Trump, tem um governo que inspira movimentos conservadores e antiglobalistas.
Contudo, muitos defensores da democracia e do Estado de Direito não concordam com suas políticas. A aposentada Eszter Szatmári, de 62 anos, expressou sua esperança após votar. Ela disse sentir que esta eleição era “basicamente nossa última chance de ver algo que se pareça vagamente com democracia na Hungria”. Ela ainda completou que “todos nós precisamos fazer um esforço real para mostrar ao mundo que não somos o que as pessoas pensavam que éramos nos últimos 10 anos”.
A Proposta da Oposição na Eleição na Hungria
O principal adversário de Orbán é Peter Magyar, que já foi seu aliado. Magyar também votou cedo e fez declarações importantes. Ele afirmou que, se vencer, a primeira medida será adotar ações contra a corrupção. Além disso, o candidato da oposição pretende liberar fundos da União Europeia que estão bloqueados. Magyar disse que os húngaros “farão história nas eleições de domingo, quando escolherem ‘entre o Leste e o Oeste’”. Ele também mostrou confiança de que seu partido, o Tisza, sairá vitorioso.
Acompanhamento Internacional e a Participação dos Eleitores
A Eleição na Hungria é acompanhada de perto por diversos países, tanto na Europa quanto em outros continentes. Isso mostra a grande influência que Orbán exerce na política populista de extrema-direita global. O movimento “Make America Great Again”, de Trump, por exemplo, vê o governo de Orbán e seu partido Fidesz como modelos de política conservadora.
A participação dos eleitores também chamou a atenção. Na primeira hora de votação, 3,6% dos eleitores registrados já haviam votado. Este número representa um recorde na história pós-socialista da Hungria. É quase o dobro da participação registrada no mesmo período das eleições de 2022. Portanto, o grande comparecimento indica o interesse e a importância que os cidadãos dão a este pleito.
