Neste domingo, a eleição na Hungria chamou a atenção do mundo, pois os cidadãos do país foram às urnas. Esta votação pode mudar o cenário político e tirar o primeiro-ministro Viktor Orbán do poder depois de dezesseis anos. Orbán, conhecido por sua política populista e por ser um aliado do ex-presidente americano Donald Trump, é uma figura central na Europa. Ele é o líder com mais tempo no cargo na União Europeia e, ao mesmo tempo, um de seus maiores críticos. Orbán começou sua carreira como um liberal que falava alto e era contra a União Soviética, mas hoje é um nacionalista que apoia a Rússia e é visto com bons olhos pela extrema-direita global.
As urnas abriram cedo, às seis da manhã no horário local, e fecharam às sete da noite. A expectativa era que tanto Orbán quanto seu principal adversário, Péter Magyar, votassem ainda na parte da manhã. Países da Europa e de outros continentes acompanham de perto este pleito. Isso mostra como Orbán tem um papel importante na política populista de extrema-direita em todo o mundo.
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O que está em jogo na Eleição na Hungria?
Muitas pessoas ligadas ao movimento “Make America Great Again” de Trump veem o governo de Orbán e seu partido Fidesz como exemplos de uma política conservadora e contra a globalização. Contudo, defensores da democracia e do estado de direito não concordam com suas ideias. Ao votar em Budapeste, a aposentada Eszter Szatmári, de 62 anos, disse que sentia que esta eleição era “nossa última chance de ver algo parecido com democracia na Hungria”. Ela também afirmou que todos precisam fazer um esforço para mostrar ao mundo que o país não é o que as pessoas pensaram nos últimos dez anos.
Os números iniciais da eleição na Hungria mostram o interesse dos eleitores. Depois da primeira hora de votação, 3,6% dos eleitores registrados já tinham votado. O Escritório Nacional Eleitoral informou este dado, que representa um recorde na história da Hungria depois do socialismo. É quase o dobro da participação vista no mesmo período nas eleições de 2022.
O futuro político da Hungria
A Hungria vai às urnas em uma votação que pode encerrar os dezesseis anos de Viktor Orbán no comando. Ele enfrenta uma disputa direta contra um antigo aliado político. Além disso, surgiram denúncias de que houve interferência estrangeira no processo. Pesquisas indicam que a oposição pode ter uma grande vitória, o que causaria uma mudança histórica no país.
Para contextualizar, Orbán é um dos principais nomes da extrema-direita hoje. Ele se tornou primeiro-ministro pela primeira vez em 1998 e governou por quatro anos. Em 2010, ele voltou ao poder com uma vitória expressiva e, desde então, continua no cargo. O partido de Orbán, o Fidesz, tem uma grande maioria no Parlamento. A legenda trabalhou para mudar a Constituição e aprovar leis com o objetivo de criar uma “democracia cristã iliberal”. Essas políticas do primeiro-ministro limitaram a liberdade de imprensa, enfraqueceram o poder judiciário e também restringiram outras áreas importantes. Portanto, a eleição na Hungria é um momento decisivo para o rumo do país.
