Uma bebê iraniana de apenas um ano e meio, chamada Helma, sobreviveu a um ataque aéreo que destruiu sua casa. Ela foi a única pessoa a sair viva dos escombros, enquanto seus pais e irmãos não resistiram. A história de Helma tocou o Irã e, por isso, a menina virou um símbolo de resistência em meio ao conflito. Por exemplo, equipes de resgate encontraram Helma em um prédio destruído na cidade de Tabriz. Ela estava dormindo em seu apartamento no décimo andar quando o ataque aconteceu.
Os socorristas retiraram a bebê dos destroços, ainda de pijama. “Vou tirar você daí, minha querida”, disse um deles. Momentos depois, Helma estava segura, mas sozinha. Sua família mais próxima — pai, mãe, irmão e irmã — morreu. Em outras palavras, a dor era imensa. Um primo de Helma, em entrevista, expressou a dor da família. Ele perguntou: “Que pecado eles cometeram?”. Dessa forma, a tragédia da bebê iraniana Helma rapidamente ganhou destaque.
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A Bebê Iraniana e a Mídia
As imagens do resgate de Helma circularam pela mídia iraniana. Uma foto dela no hospital, com asas de anjo, apareceu em outdoors por todo o país. O governo iraniano impõe censura e corta a internet, o que limita a chegada de informações. Por isso, o caso de Helma ofereceu um raro vislumbre dos ataques aéreos feitos por Estados Unidos e Israel no Irã. Além disso, a mídia estatal iraniana usou o ocorrido para mostrar o que chama de agressão “americano-sionista”. Assim, a sobrevivência de Helma, e a perda de sua família, se tornaram o centro dessa narrativa.
No funeral da família, as pessoas expressaram tristeza e um sentimento de desafio. Uma mulher afirmou: “Agora, todas nós somos a mãe de Helma”. Desde então, alguns descrevem a menina como “uma filha do Irã”. Em outras palavras, a história da bebê iraniana se espalhou, e ela se tornou um rosto para a dor e a resiliência do povo.
O Pai da Bebê Iraniana e o Contexto do Ataque
Há mais detalhes na história de Helma do que foi divulgado no Irã. O pai dela, Hamid Mirzadeh, tinha ligações com as Forças Armadas do país. Fotos de seu túmulo mostram que ele era coronel do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica. Além disso, o Alma, um centro de pesquisa israelense, disse que Mirzadeh era comandante das forças de mísseis do Irã. Por conseguinte, o caso da bebê iraniana Helma trouxe um rosto humano para o debate sobre como a guerra é conduzida.
Estados Unidos e Israel afirmam que atacam alvos militares, não civis. O direito internacional humanitário exige que todas as partes em conflito diferenciem entre alvos civis e militares. A lei também pede que se evite instalar alvos militares perto de áreas muito povoadas. Contudo, muitas instalações militares ficam em áreas urbanas. Por conseguinte, isso complica a situação, e a vida de civis como Helma fica em risco.
Consequências Humanas do Conflito
A repercussão do caso de Helma mostra a força da narrativa em tempos de guerra. Embora os detalhes sobre o pai da bebê acrescentem uma camada de complexidade, a menina permanece um símbolo. Ela representa a inocência perdida e a resiliência humana diante da adversidade. Portanto, a história da bebê iraniana Helma continua a ser contada, não apenas como um evento trágico, mas como um ponto de reflexão sobre os impactos da guerra.
