A Receita Federal e a Polícia Federal realizaram uma operação conjunta para combater a venda ilegal de eletrônicos em plataformas digitais. A ação, chamada Operação Platinum, teve como objetivo desarticular um grupo criminoso que importava produtos eletrônicos sem pagar impostos e os vendia na internet. Mandados foram cumpridos em Presidente Prudente, São Paulo, e em outros cinco estados brasileiros.
Esta operação buscou atacar a estrutura de uma organização que agia de forma complexa. Segundo a Receita Federal, o esquema criminoso trazia eletrônicos de maneira irregular, sem o recolhimento dos tributos devidos. Depois, esses itens eram oferecidos em grandes sites de venda online, alcançando muitos consumidores. Portanto, a ação visou interromper todo o ciclo de fraude e venda ilegal de eletrônicos.
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Venda Ilegal de Eletrônicos: A Abrangência da Operação
A Operação Platinum não se limitou a uma única cidade. Ao todo, as autoridades cumpriram 32 mandados de busca e apreensão e 21 de prisão preventiva. Essas ações ocorreram em diversos pontos do país, incluindo Paraná, Goiás, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Pernambuco. As ordens judiciais vieram da 1ª Vara Federal de Guaíra, no Paraná, mostrando a coordenação entre diferentes jurisdições. Além disso, foram realizadas fiscalizações administrativas em empresas de Goiás, onde apreenderam mercadorias de origem ilícita.
A Receita Federal teve um papel ativo e essencial na operação. O órgão participou diretamente do cumprimento de 19 dos mandados de busca e apreensão, mobilizando 52 servidores para a tarefa. Isso demonstra o esforço conjunto para desmantelar o esquema. Por determinação da Justiça Federal, houve também o bloqueio de bens dos investigados. Contas bancárias, imóveis e até veículos de luxo foram alvos dessa medida, buscando recuperar o dinheiro desviado e impedir novas atividades criminosas.
Como a Rede de Venda Ilegal de Eletrônicos Operava
As investigações revelaram que a organização criminosa agia em nível interestadual e até transnacional. Eles usavam empresas de fachada e pessoas chamadas de “laranjas” para esconder suas verdadeiras atividades. Havia uma clara divisão de tarefas entre os envolvidos. Alguns eram responsáveis por pesquisar e comprar produtos no exterior, enquanto outros cuidavam da logística e, por fim, da comercialização. A venda ilegal de eletrônicos acontecia em plataformas conhecidas como Mercado Livre e Shopee, o que facilitava o acesso a um grande número de compradores.
A apuração sobre esse esquema começou em agosto de 2022. Naquela época, a apreensão de mercadorias sem a devida documentação, transportadas em um comboio de três carros, acendeu o alerta. Os produtos, trazidos irregularmente do Paraguai, eram vendidos pelos próprios integrantes do grupo. Eles utilizavam plataformas de comércio eletrônico, como Mercado Livre, Shopee e Magazine Luiza, para escoar os itens. Assim, a Operação Platinum é o resultado de um trabalho investigativo que durou mais de um ano, visando coibir esse tipo de crime e proteger o mercado legal contra a venda ilegal de eletrônicos.
