Entenda o incidente com o carro oficial
O episódio ocorreu em Delta (MG), a cerca de 14 quilômetros de Igarapava. Testemunhas gravaram vídeos que mostram André Luiz Clementino de Souza, então diretor de Infraestrutura, sendo agredido pela ex-mulher. Em seguida, ela atacou o carro oficial com uma barra de ferro. Além disso, outro vídeo registrou a mulher tentando atropelar o servidor, que conseguiu escapar correndo para a calçada. A Polícia Militar recebeu o chamado, porém a mulher fugiu antes da chegada das autoridades.
Souza registrou um boletim de ocorrência contra a ex-companheira. Ele relatou que o casal está em processo de separação, mas ainda morava na mesma casa em Igarapava. No dia do ocorrido, ele saía de Delta quando a ex-mulher o encontrou. Ela estava em outro carro e parou de frente para o carro oficial que ele usava, numa aparente tentativa de provocar uma batida frontal. Segundo Souza, a ex-companheira desceu e começou a agredi-lo e a danificar o veículo da prefeitura. Ele negou qualquer reação contra a agressora.
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A versão da ex-esposa e os danos ao carro oficial
Mais tarde, a ex-esposa compareceu à delegacia e contou sua versão dos fatos. Ela disse que agiu sob forte abalo emocional, após descobrir uma suposta traição. A mulher admitiu ter danificado o veículo. Contudo, ela acusou Souza de ter destruído o celular dela ao jogá-lo no chão. Ele nega esta versão. O caso foi registrado como lesão corporal e dano com motivação passional.
O veículo era alugado pela Prefeitura de Igarapava. Ele era abastecido com dinheiro público. Seu uso era destinado exclusivamente ao serviço. Segundo o servidor, os prejuízos na lataria e nos vidros do carro oficial ultrapassam R$ 3 mil. Esse valor representa um custo adicional para os cofres públicos, gerado por uma situação de uso indevido de um bem público.
Consequências administrativas e financeiras
A Prefeitura de Igarapava, ao tomar conhecimento do ocorrido, agiu rapidamente. Ela abriu uma sindicância para apurar os fatos detalhadamente. Como resultado da investigação, o servidor comissionado André Luiz Clementino de Souza foi exonerado de seu cargo. Esta medida reforça a necessidade de que funcionários públicos usem os bens da administração apenas para as finalidades designadas, evitando qualquer tipo de uso pessoal que possa gerar danos ou gastos desnecessários. Além disso, a situação levanta um alerta sobre a importância da conduta ética no serviço público.
A administração pública de Igarapava gasta cerca de R$ 18,5 mil por mês com o aluguel de cinco carros modelo sedã, como o veículo envolvido no incidente. Este custo elevado com a frota de veículos oficiais exige uma fiscalização rigorosa. Isso garante que os recursos públicos sejam usados de forma correta e eficiente, evitando desvios e prejuízos ao erário. Portanto, casos como este não apenas resultam em perdas financeiras diretas, mas também comprometem a confiança da população na gestão pública.
