Presídio Militar Romão Gomes: Um Novo Capítulo na História Criminal
Um tenente-coronel da Polícia Militar, Geraldo Neto, chegou recentemente ao Presídio Militar Romão Gomes, na Zona Norte de São Paulo. Ele é acusado de um crime grave: matar a própria esposa, a soldado Gisele Alves. Este fato adiciona mais um nome à lista de detentos. O complexo prisional, aliás, já abrigou figuras marcantes da história criminal brasileira, como Mizael Bispo, Cabo Bruno e Rambo. O oficial nega a acusação. Ele alega que a mulher tirou a própria vida após ele pedir o divórcio. Contudo, o Ministério Público afirma que a soldado queria a separação e o marido não aceitava.
A chegada de Geraldo Neto ao Presídio Militar Romão Gomes aconteceu na quarta-feira, dia 18. Um vídeo, divulgado pela TV Globo, mostra o tenente-coronel recebendo abraços de outro policial militar ao chegar. A Polícia Militar, por sua vez, não comentou se essa recepção calorosa é comum para novos presos. O g1 tentou obter mais informações sobre a estrutura do presídio, o número de detentos e a rotina do recém-chegado, mas a corporação não respondeu até o momento. Este presídio é o único criado no estado, em 1957, para abrigar militares da PM acusados de crimes militares. Dessa forma, Geraldo Neto, por ser tenente-coronel e ainda da corporação, foi levado para lá.
Leia também
Os Nomes Famosos do Presídio Militar Romão Gomes
O Presídio Militar Romão Gomes tem uma longa história de abrigar policiais militares envolvidos em crimes de grande repercussão. Uma reportagem do Fantástico, de 2010, revelou que o homicídio é o crime que mais leva policiais para esta unidade. Ao longo dos anos, o local recebeu detentos cujos casos chocaram o país, mostrando a dura realidade de membros da corporação que acabaram atrás das grades. Por exemplo, Mizael Bispo, o Cabo Bruno e Rambo são alguns dos nomes mais conhecidos que passaram por suas celas. Assim, o presídio se tornou um símbolo de como a justiça age em casos que envolvem a própria força policial.
Mizael Bispo: Da Farda à Condenação
Mizael Bispo, um advogado e soldado da PM aposentado na época, foi acusado de matar a ex-namorada Mércia Nakashima em 2010. Ele não aceitava o fim do relacionamento, segundo a acusação. Mércia foi baleada e afogada em Nazaré Paulista, no interior de São Paulo. Bispo, entretanto, sempre negou o crime. Após o assassinato, ele ficou preso temporariamente e preventivamente no Romão Gomes. Em 2013, a Justiça o condenou a mais de 20 anos de prisão. Posteriormente, em 2015, ele foi transferido para a Penitenciária de Tremembé, conhecida por abrigar presos de casos famosos. Já em 2023, Mizael Bispo progrediu de regime e foi para o aberto. Além disso, entre 2022 e 2025, ele foi expulso da Polícia Militar e também da advocacia pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
Cabo Bruno: A Trajetória de um Criminoso Famoso
Outro detento notório do Presídio Militar Romão Gomes foi o Cabo Bruno. Seu nome ficou ligado a uma série de crimes que marcaram a década de 1980 em São Paulo. Após cumprir sua pena e ser solto, Cabo Bruno se tornou Pastor Bruno, buscando uma nova vida. Contudo, sua história teve um fim trágico. Ele foi assassinado a tiros em Pindamonhangaba, no interior de São Paulo, anos depois de deixar a prisão. Este caso, portanto, exemplifica a complexidade e as reviravoltas na vida de alguns ex-detentos do presídio.
Assim, o Presídio Militar Romão Gomes continua a ser um local de grande importância no sistema prisional militar, recebendo casos que geram discussões sobre justiça, responsabilidade e a conduta de agentes da lei. A cada novo detento, sua história se expande e reforça seu papel na memória coletiva do país.
