A polícia de Marília investiga a morte de um menino autista de 13 anos. O corpo foi encontrado em uma lagoa de tratamento de esgoto na cidade. Ele estava desaparecido desde a tarde da segunda-feira (6) e foi localizado na madrugada desta terça-feira (7). A principal linha de investigação aponta para afogamento, mas as autoridades continuam a apurar todos os detalhes.
João Raspante Neto, o menino autista Marília, foi visto pela última vez saindo da chácara da família, localizada no bairro Nova Marília 4. Equipes de resgate e moradores iniciaram as buscas imediatamente. A descoberta do corpo trouxe grande tristeza para a comunidade e para a família.
Leia também
Detalhes sobre o menino autista Marília
João Raspante Neto tinha 13 anos e era autista não verbal, com diagnóstico de nível 3 do Transtorno do Espectro Autista (TEA). Este é considerado o grau mais severo de suporte, o que significa que João necessitava de apoio significativo em seu dia a dia. A família e amigos estavam muito preocupados com seu desaparecimento devido às suas condições.
O local onde o corpo de João foi encontrado, o Centro de Tratamento de Esgoto Barbosa, fica a cerca de 870 metros da propriedade da família. Próximo à lagoa, os investigadores acharam roupas e um celular que pertenciam ao adolescente. Estes itens são importantes para a investigação e ajudam a montar o cenário do ocorrido.
Como a polícia investiga a morte do menino autista
Além da hipótese de afogamento, a polícia considera a possibilidade de João ter escorregado na lona plástica que reveste a lateral da lagoa. O coordenador da Defesa Civil de Marília, Luís Bissoli, explicou que o material é escorregadio e o talude é íngreme. Ele sugere que, após a queda, o menino provavelmente não conseguiu sair da água. Este cenário reforça a ideia de um acidente trágico.
A perícia esteve no local para coletar evidências. Segundo a primeira análise da Polícia Científica, não foram encontrados vestígios de violência no corpo de João. Portanto, o caso foi registrado inicialmente como morte acidental. Contudo, a Polícia Civil segue com as investigações para esclarecer todas as circunstâncias do ocorrido. É um processo cuidadoso para garantir que nada seja deixado de lado.
Mais de mil pessoas participaram das buscas por João. Entre elas estavam equipes do Corpo de Bombeiros, forças de resgate e muitos moradores da cidade. A mobilização em Marília demonstra a solidariedade e o desespero de todos em encontrar o menino. A comunidade se uniu em um esforço conjunto para ajudar a família.
Repercussão e luto em Marília
O sepultamento de João Raspante Neto aconteceu às 16h30 desta terça-feira, no Cemitério da Saudade. A prefeitura de Marília decretou luto oficial de um dia na cidade em respeito à memória do menino. A administração municipal também divulgou uma nota de pesar nas redes sociais, expressando suas condolências à família e amigos. A morte do menino autista Marília impactou profundamente a cidade, gerando comoção e tristeza entre os moradores.
A investigação continua. As autoridades buscam respostas sobre como João chegou ao local e o que realmente aconteceu. A família, por sua vez, enfrenta um momento de dor imensa. Este triste episódio serve como um alerta sobre a importância da segurança e do cuidado com pessoas com necessidades especiais.
