Pascoareta: A Tradição Familiar Que Une Mais de 100 Pessoas

Descubra a Pascoareta, uma tradição de mais de 50 anos que une uma família numerosa no interior de São Paulo, celebrando a convivência e a memória dos antepassados.

Manter a família unida é um desafio para muitas pessoas hoje em dia. Com parentes espalhados por diferentes cidades e até países, os encontros ficam mais raros. Contudo, uma tradição única no interior de São Paulo mostra que é possível preservar esses laços. Conhecida como Pascoareta, essa reunião anual junta mais de cem pessoas da mesma família há meio século. De fato, tudo começou com um avô que valorizava a convivência e a memória dos seus antepassados. Esta celebração, que acontece sempre na Páscoa, é um exemplo de como o afeto e a organização podem manter uma linhagem conectada, independentemente da distância.

Como a Pascoareta Começou?

A história da Pascoareta tem início na década de 1970. O patriarca Saturnino Castro, carinhosamente chamado de “Vozão”, fez um pedido simples aos filhos. Ele queria que a família se encontrasse regularmente. Inicialmente, o Natal era a data escolhida. Contudo, essa época do ano trazia dificuldades, como custos mais altos e agendas complicadas. Por isso, a Páscoa se tornou o momento ideal para o encontro anual. O apelido “Pascoareta” surgiu e se fixou, virando o símbolo dessa união familiar. Paulo Castro, um dos netos de Saturnino, explicou que o nome pegou e hoje reúne um grande número de descendentes do Vozão.

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Os Castro têm raízes em Adamantina, São Paulo. Atualmente, porém, os membros da família vivem em muitos lugares. Eles estão presentes em cidades como Jaú, São Paulo, Lençóis Paulista, Pederneiras e Macatuba. Ademais, há parentes no Distrito Federal, Alagoas, Rondônia, Paraná e até na Flórida, nos Estados Unidos. Mesmo com tanta distância, filhos, netos, bisnetos e agregados se reencontram todos os anos para a Pascoareta. Esta mobilização, portanto, mostra o forte compromisso de todos com a tradição.

A Pascoareta Além da Religião

Apesar do nome, a Pascoareta não é uma celebração religiosa. O principal objetivo é fortalecer os laços entre os parentes. Além disso, a tradição busca preservar a memória dos que vieram antes. É um momento de partilhar histórias, criar novas lembranças e reforçar o senso de pertencimento. Para acomodar todos, a família aluga um local espaçoso. Por exemplo, em 2026, o encontro será em Dois Córregos, São Paulo, em uma chácara com muitas suítes. Assim, netos, bisnetos, tios, primos e todos os “agregados” conseguem participar confortavelmente.

Fernanda Castro, outra neta do Vozão, reforça a importância desse tempo juntos. Ela conta que os encontros da Pascoareta reúnem entre 50 e 100 pessoas. A cada ano, uma parte da família se encarrega da organização. Isso garante que a tradição continue forte e bem estruturada. O planejamento detalhado envolve a escolha do local, as atividades e a logística para todos. Dessa forma, a Pascoareta segue sendo um pilar da identidade da família Castro.

A Caminhada Virtual da Pascoareta

Nos últimos anos, a tradição ganhou um elemento novo e emocionante. Em 2024, a família Castro iniciou a “caminhada simbólica virtual”. A ideia é simples e criativa. Cada familiar registra as caminhadas que faz no dia a dia. Ao final, todos os quilômetros são somados. O resultado é uma grande jornada coletiva que homenageia a história da família. Este percurso simbólico reconecta os descendentes às origens do patriarca. Ele refaz, de modo virtual, o mapa da vida de Saturnino, começando na Bahia, seu estado natal, e passando por Mato Grosso do Sul. É uma maneira moderna de manter viva a memória e a união.