Oscar Schmidt, um dos maiores nomes do basquete, deixou sua marca por onde passou. No Vale do Paraíba, ele protagonizou momentos inesquecíveis. Muitos fãs e moradores da região ainda guardam na memória as vezes em que viram o “Mão Santa” em quadra. As passagens do craque pelo Vale do Paraíba mostram sua forte conexão com a área.
O Início de Oscar Schmidt no Vale do Paraíba
Em 1981, Oscar Schmidt fez sua primeira aparição no Vale do Paraíba. Ele era uma jovem promessa do basquete, jogando pelo Sírio. O confronto aconteceu no ginásio do Tênis Clube, em São José dos Campos, contra o time local. O São José contava com Zé Geraldo, que mais tarde seria companheiro do Mão Santa na seleção brasileira. Zé Geraldo lembra de um detalhe curioso. Por exemplo, Oscar sempre usava a camisa 14, mas Zé Geraldo já a utilizava na seleção. Assim, ele teve que vestir a camisa 4. “No começo, ele ficou quieto por estar chegando”, recorda Zé Geraldo. Ele completa: “mas um ano depois eu tive que passar a 14 pra ele”. Este episódio mostra o respeito que o jogador rapidamente conquistou.
Leia também
A Seleção Brasileira com Oscar Schmidt em Campos do Jordão
Anos depois, em 1989, Campos do Jordão virou o centro das atenções do basquete. A cidade sediou a preparação da seleção brasileira para a Copa América, que aconteceria na Cidade do México. A escolha da localidade não foi por acaso; a altitude de Campos do Jordão era semelhante à do México. Por mais de uma semana, o elenco treinou no ginásio municipal. Isso atraiu a curiosidade de muitos moradores. A presença de Oscar Schmidt e da seleção ficou gravada na memória de vários torcedores. Francisco Silva, um deles, conta sobre a emoção da época. “A gente já ia dormir pensando que no dia seguinte teria a seleção e o Oscar”, diz ele. Além disso, “a gente acordava, tomava café e já ia pro ginásio na correria pra ver o craque treinar”. A estadia da seleção terminou com um amistoso contra o México, vencido pelo Brasil. Na Copa América, o time ficou em terceiro lugar, e Oscar Schmidt foi o maior pontuador do torneio.
O Adeus de Oscar Schmidt às Quadras do Vale
A última vez que Oscar Schmidt jogou no Vale do Paraíba foi em 1997. O Trianon, em Jacareí, recebeu o craque para uma partida do Campeonato Paulista. O ginásio lotou para ver a atuação que reforçava seu apelido de “Mão Santa”. O time da casa chegou ao intervalo com vantagem no placar. Contudo, Oscar comandou a virada do Bandeirantes e marcou 38 pontos. Ao fim da partida, uma multidão de fãs cercou o jogador na saída da quadra. Essa despedida marcou o fim de uma era de grandes jogos na região.
O Legado de Oscar Schmidt no Basquete Global
Ao longo de sua carreira, Oscar Schmidt acumulou 49.737 pontos. Por muitos anos, ele foi o maior pontuador da história do basquete mundial. Em 2024, LeBron James superou essa marca, alcançando 49.760 pontos em jogos oficiais. O Mão Santa defendeu diversos clubes importantes. Entre eles, Palmeiras, Sírio, América, JuveCaserta, Pavia, Fórum/Valladolid, Corinthians, Bandeirantes, Mackenzie/Microcamp e Flamengo. Ele conquistou oito títulos nacionais como jogador amador e profissional. Pela seleção brasileira, venceu três Sul-Americanos, duas Copas América e um Pan-Americano. Portanto, seu impacto no esporte é inegável. A história de Oscar Schmidt continua inspirando novas gerações de atletas e fãs pelo mundo.
