A Autoridade Portuária de Santos (APS) vai gastar mais de R$ 8,6 milhões para retirar o Navio Professor W. Besnard do cais do Valongo. Esta embarcação afundou no Porto de Santos no começo do mês. Uma empresa especializada fará o serviço de reflutuação em caráter emergencial. A operação deve começar nesta semana e deve durar até cinco dias.
A APS contratou a Marfort Serviços Marítimos para esta tarefa. O contrato inclui um plano de mergulho, segurança da operação, içamento, a forma como o navio será erguido, medidas para evitar a poluição e a ida da embarcação para um estaleiro. O acordo tem validade de seis meses.
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Reflutuação do Navio Professor W. Besnard: Detalhes da Operação
O Navio Professor W. Besnard afundou no dia 13 de março. Contudo, uma parte dele ficou fora da água, pois encostou no fundo do estuário. A embarcação não funciona desde 2008. Ela passava por reformas depois de ser doada para a ONG Instituto do Mar (Imar). A ideia da ONG é transformar o navio em um museu flutuante.
O presidente do Imar, Fernando Liberalli, explicou que o acidente aconteceu depois que o navio encheu de água. No início do mês, choveu bastante na região. Além disso, as bombas que tiram a água estavam paradas, pois a fiação foi roubada. Diante da situação, a Capitania dos Portos declarou emergência, e a APS assumiu a retirada do navio.
O navio é particular, mas a APS vai levá-lo a um estaleiro para uma avaliação inicial. A reforma completa, no entanto, será responsabilidade do Imar, que busca ajuda de parceiros para conseguir o dinheiro necessário. Anderson Pomini, presidente da APS, espera que a reflutuação aconteça rapidamente, em até cinco dias. Isso vai ajudar a estabilizar o navio e diminuir os riscos na área do porto.
Medidas de Segurança Após o Afundamento do Navio Professor W. Besnard
A Marinha do Brasil afirmou que o navio não representava perigo para a navegação. Isso porque ele estava no fundo do estuário e continuava amarrado ao cais. Mesmo assim, a APS tomou várias medidas para garantir a segurança no local. A área em terra foi isolada. No mar, barreiras de contenção foram colocadas para impedir que óleo vazasse e poluísse o estuário.
Essas ações preventivas são importantes para proteger o meio ambiente e evitar outros problemas. Portanto, a agilidade na resposta foi crucial para controlar a situação. O sucesso da reflutuação do Navio Professor W. Besnard é fundamental para a segurança portuária e ambiental.
A História do Navio Professor W. Besnard
O Professor W. Besnard tem 49,3 metros de comprimento. O governo de São Paulo o encomendou, e ele foi lançado ao mar em 1966. Este navio percorreu a costa brasileira e fez expedições em Cabo Verde. Ele realizou mais de 260 viagens, ajudando a formar pesquisadores. Passou por mais de 10 mil pontos de coleta para estudos científicos. A embarcação levou as primeiras equipes de pesquisa brasileiras para diversas regiões, contribuindo muito para a ciência do mar.
A ideia de transformá-lo em um museu flutuante busca preservar sua história e seu valor para a pesquisa oceanográfica brasileira. Assim, o navio continuaria a “navegar” na memória e na educação, inspirando novas gerações.
