Um motorista de app é acusado de matar um passageiro a facadas em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo. O crime aconteceu após uma discussão, iniciada quando o jovem abriu a porta do veículo para vomitar. A família da vítima, Jonatas Francisco Leite Lima, de 26 anos, questiona a versão de legítima defesa apresentada pelo condutor e exige que a justiça seja feita. Este caso trágico reacende o debate sobre a segurança em corridas por aplicativo e a conduta de alguns motoristas de app.
O que aconteceu na madrugada do crime
Jonatas havia saído de um bar com um amigo, onde assistiram a um jogo de futebol. Eles pediram um carro por aplicativo para voltar para casa. Durante o trajeto, Jonatas passou mal devido ao consumo de álcool e abriu a porta do veículo para vomitar. O motorista de app então parou o carro e pediu que os dois passageiros descessem. Segundo o boletim de ocorrência, uma das portas foi batida com força, o que gerou o início da briga. Imagens de câmeras de segurança mostram os três fora do carro, trocando agressões. Durante a confusão, Jonatas foi atingido na barriga por um golpe de canivete. Ele não resistiu aos ferimentos. O padrasto da vítima, Carlos Eduardo Monteiro de Souza, ressaltou a rapidez dos acontecimentos, afirmando que em poucos minutos Jonatas já não respirava.
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A busca por justiça e a versão do motorista
O motorista de app fugiu do local depois do crime. No entanto, a polícia o localizou minutos depois e o prendeu em flagrante. Em seu depoimento, o condutor afirmou que agiu em legítima defesa. Esta versão, porém, é fortemente contestada pela família de Jonatas. A mãe da vítima, Jaqueline Leite da Silva, expressou sua dor e revolta durante o velório. Ela disse que o motorista foi “muito cruel” e que nada justifica o que ele fez. Amigos e familiares descreveram Jonatas como uma pessoa alegre e querida, que sempre animava a todos. A perda repentina e violenta deixou um grande vazio.
Ações da empresa de aplicativo
A Uber, empresa para a qual o motorista de app trabalhava, divulgou uma nota. Na nota, a Uber lamentou o ocorrido e informou que desativou a conta do motorista. A empresa também afirmou que a corrida era coberta por seguro. A seguradora deve entrar em contato com os familiares da vítima para oferecer o suporte necessário. O motorista de app, Carlos Augusto Coelho da Silva, de 43 anos, foi indiciado por homicídio. A defesa do motorista não se manifestou até o momento da publicação desta reportagem. A família de Jonatas continua buscando respostas e espera que o caso seja resolvido com rigor.
