Morte Thawanna Salmázio: o que aconteceu em SP

A Morte Thawanna Salmázio, mãe de cinco filhos, após ser baleada por PM em São Paulo levanta dúvidas sobre a ação policial e a demora no socorro. Entenda o caso e as contradições.

A cidade de São Paulo foi palco de um acontecimento trágico que resultou na Morte Thawanna Salmázio, uma mulher de 31 anos e mãe de cinco filhos. Ela foi baleada por uma policial militar na Zona Leste. Além disso, o caso levanta sérias questões sobre a conduta das forças de segurança e a eficiência do socorro. A confusão começou por um esbarrão em uma viatura, e as informações divulgadas mostram contradições entre os relatos oficiais e as imagens das câmeras corporais dos agentes. Portanto, este texto detalha os fatos conhecidos e o que a família de Thawanna tem a dizer sobre a perda.

Detalhes da Noite da Morte de Thawanna Salmázio

Thawanna Salmázio, uma ajudante-geral de 31 anos, morava em São Paulo e tinha cinco filhos, com idades entre 5 e 13 anos. A morte dela ocorreu na madrugada de 3 de abril, em Cidade Tiradentes, Zona Leste da capital paulista. Na ocasião, Thawanna caminhava com seu companheiro, Luciano Gonçalvez dos Santos. Uma viatura da Polícia Militar passou pela rua, e o braço de Luciano esbarrou no veículo. Em seguida, o policial que dirigia a viatura deu ré e questionou o casal sobre estarem andando na rua. As imagens da câmera corporal de um dos policiais registraram. Elas mostram que Thawanna não tocou no retrovisor do carro da PM. Além disso, ela não começou qualquer agressão antes de ser atingida. No entanto, a policial Yasmin Cursino Ferreira disparou a arma.

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Demora no Socorro e a Causa da Morte

Após ser baleada, Thawanna esperou por mais de 30 minutos para receber socorro. De fato, isso aconteceu mesmo com bases do Corpo de Bombeiros a poucos minutos do local do disparo. Nesta sexta-feira (10), o Instituto Médico Legal (IML) liberou o atestado de óbito, apontando hemorragia interna aguda como a causa da morte. Socorristas que conversaram com a TV Globo afirmaram que a demora no atendimento contribuiu diretamente para que o estado de saúde de Thawanna piorasse. Por exemplo, o ferimento não foi estancado nos primeiros minutos depois do tiro, o que foi crucial.

A Revolta da Família com a Morte de Thawanna Salmázio

A família de Thawanna expressa um forte sentimento de revolta. Daiana Martins, irmã da vítima, falou sobre o ocorrido. “A policial agiu sem preparo”, disse Daiana. Ela acredita que, com o devido treinamento, a policial teria imobilizado a irmã, contido a situação e a levado presa. No entanto, “a policial escolheu dar um passo para trás e matar minha irmã”, afirmou. Além disso, Daiana destacou que Thawanna não representava perigo. “A única coisa que minha irmã fez foi colocar o dedo no rosto da policial e dizer que ela estava errada. Contudo, o dedo de uma pessoa é uma arma? Ela mataria a policial apontando o dedo? Eu acho que não”, questionou. A irmã lamentou a perda, pois a polícia “tirou a chance de vida” de Thawanna, que tinha 31 anos e “tinha começado a viver”. Daiana finalizou perguntando quem cuidará dos filhos agora. Ela ressaltou que nenhuma indenização futura compensa a dor e a ausência da mãe.

Contradições entre Imagens e Depoimentos

As imagens da câmera corporal dos policiais e os depoimentos dos agentes envolvidos no caso da Morte Thawanna Salmázio mostram contradições. A TV Globo analisou o material. Ela identificou pontos diferentes desde o início da abordagem até o momento do disparo. Um dos pontos divergentes é sobre o esbarrão no retrovisor da viatura. Os policiais, por exemplo, afirmaram que o marido de Thawanna se desequilibrou e bateu o braço no retrovisor. Contudo, as imagens apenas mostram um esbarrão, sem indicação de desequilíbrio. Além disso, outro ponto de conflito é o motivo da abordagem. No boletim de ocorrência, os policiais militares alegam que retornaram para verificar a situação. Portanto, estas diferenças levantam dúvidas sobre a versão oficial dos fatos. Uma investigação completa é necessária para esclarecer o que realmente aconteceu naquela madrugada.