Um adolescente de 13 anos, diagnosticado com autismo severo, foi encontrado sem vida. O corpo estava em uma lagoa de tratamento de esgoto na cidade de Marília, interior de São Paulo. A morte de menino autista em Marília, identificado como João Raspante Neto, chocou a comunidade local. Uma grande força-tarefa se mobilizou por mais de doze horas. As autoridades agora investigam as causas e circunstâncias deste trágico evento. Eles buscam respostas para a família e para a população, especialmente sobre a morte de menino autista.
O Desaparecimento e a Busca Incansável por João
João Raspante Neto desapareceu na tarde de segunda-feira, dia 6 de maio. Ele havia deixado a chácara de sua família, situada no bairro Nova Marília 4. O jovem era autista não verbal. Além disso, tinha um diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA) nível 3, considerado o grau de suporte mais elevado. Sua condição exigia atenção constante. Portanto, sua ausência rapidamente gerou alerta.
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Diante do sumiço, uma vasta operação de busca foi montada. Equipes do Corpo de Bombeiros, da Defesa Civil e outras forças de resgate se uniram a moradores da cidade. Eles procuraram incansavelmente pelo adolescente. O irmão de João, Gustavo Rossi, conhecido como Sacy, é um jogador profissional de e-sports. Ele usou sua visibilidade para pedir ajuda nas redes sociais. Isso amplificou o pedido e intensificou a mobilização em torno da busca pelo jovem desaparecido.
Onde e Como o Corpo Foi Encontrado em Marília
O desfecho, contudo, foi o mais temido. Na madrugada de terça-feira, 7 de maio, equipes de resgate localizaram o corpo de João. Ele estava em uma lagoa do Centro de Tratamento de Esgoto Barbosa, em Marília. O local fica a aproximadamente 870 metros da propriedade da família. Os socorristas avistaram o menino boiando na água, já sem sinais vitais, conforme o boletim de ocorrência.
Próximo dali, encontraram alguns de seus pertences. Havia roupas, um celular e um chinelo. A descoberta trouxe grande tristeza para todos. Ela também levantou muitas perguntas sobre como João chegou àquele local perigoso. A investigação da morte de menino autista começou imediatamente para esclarecer os fatos.
As Primeiras Análises e a Principal Hipótese
A Polícia Científica realizou uma primeira análise no corpo de João Raspante Neto. Conforme os peritos, não havia vestígios de violência aparente. Apesar disso, a Polícia Civil registrou o caso como morte suspeita. Eles aguardam a conclusão dos laudos periciais para determinar a causa exata da morte. O sepultamento de João ocorreu na tarde de terça-feira, no Cemitério da Saudade, em Marília, sob forte comoção e tristeza pela perda.
Investigando as Circunstâncias da Morte de Menino Autista
A polícia considera o afogamento como a principal hipótese para a morte do menino autista. Isso porque o corpo foi encontrado dentro da lagoa da estação de tratamento. Além disso, a investigação aponta para a possibilidade de que o adolescente escorregou na lona plástica. Esta lona reveste a lateral da lagoa. O material é conhecido por ser escorregadio. O talude do local é íngreme. Assim, se ele caiu, pode não ter conseguido sair da água sozinho. Isso resultou no afogamento.
As autoridades continuam a coletar evidências. Elas buscam reconstruir os últimos momentos de João e entender a dinâmica do acidente. A estação de tratamento de esgoto representa um risco, especialmente para uma criança com autismo severo. Tais crianças podem não ter a percepção de perigo de forma convencional. Portanto, a análise do local e das circunstâncias é crucial para o esclarecimento completo da tragédia e da morte de menino autista em Marília.
O Que Ainda Falta Esclarecer
Mesmo com a hipótese de afogamento, alguns pontos permanecem sem resposta. A polícia precisa confirmar se João realmente escorregou e caiu sozinho. Ou se houve qualquer outro fator que contribuiu para o incidente. Os laudos periciais, incluindo o exame necroscópico, são fundamentais. Eles consolidarão a causa da morte e descartarão outras possibilidades. Desse modo, a investigação ainda está em andamento. A comunidade de Marília aguarda por mais detalhes sobre este caso.
A família e os amigos de João buscam conforto e clareza. A morte de menino autista em Marília ressalta a importância da segurança em áreas de risco. Também destaca a necessidade de atenção redobrada com pessoas que possuem condições especiais. A conclusão do inquérito trará as respostas esperadas, ajudando a compreender totalmente este doloroso episódio e a prevenir futuras tragédias.
