Guarda Civil preso por arma raspada é solto pela Justiça

Um Guarda Civil preso em Caraguatatuba, Alexsander Fernandes de Lima, foi solto pela Justiça após ser detido com arma raspada. A decisão veio com condições.

Um Guarda Civil preso em Caraguatatuba, no litoral de São Paulo, recebeu liberdade provisória pela Justiça nesta quarta-feira (25). Alexsander Fernandes de Lima, de 31 anos, foi detido na terça-feira (24) sob suspeita de tentar vender uma arma com numeração apagada. Contudo, a decisão da Justiça impõe várias condições para sua soltura.

Guarda Civil preso: as condições da liberdade provisória

A Justiça de São Paulo concedeu a liberdade provisória ao Guarda Civil preso, mas com regras claras. Ele não pode mais exercer sua função pública e está proibido de frequentar as instalações da Guarda Municipal. Além disso, Alexsander perdeu o direito de portar e ter armas e acessórios. Ele também precisa manter seus endereços sempre atualizados para a Justiça.

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A prisão em flagrante do Guarda Civil

A prisão de Alexsander aconteceu em um estacionamento de supermercado no bairro Jaraguazinho. Nesse sentido, policiais do Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep) faziam patrulhamento quando notaram um carro parado sozinho, com os vidros abertos, mesmo com o calor forte. Eles consultaram o veículo e descobriram que ele tinha registro de furto ou roubo. Assim, decidiram abordar.

Os policiais abordaram o carro e encontraram Alexsander. Na cintura dele, estava uma pistola calibre 9 milímetros, que seria uma arma institucional da Prefeitura de Caraguatatuba. Dentro do carro, sob o banco do passageiro, os agentes acharam um revólver calibre 38 com a numeração apagada.

Questionado pelos policiais, Alexsander disse que queria vender o revólver. Ele esperava uma pessoa no estacionamento. Contudo, ele não informou quem era o comprador ou de onde a arma veio. A polícia também apreendeu dois celulares e outros objetos.

Alexsander Fernandes de Lima entrou na Guarda Civil Municipal de Caraguatatuba há pouco mais de três anos. Depois disso, ele foi levado para a delegacia, onde a polícia decretou sua prisão em flagrante. As acusações incluem porte ilegal de arma de fogo de uso restrito e comércio ilegal de arma de fogo. Adicionalmente, a autoridade policial também pediu a prisão preventiva do investigado.

O que diz a defesa e a Prefeitura

A defesa de Alexsander informou que a decisão da Justiça prevê medidas diferentes da prisão. No entanto, segundo os advogados, não há provas nos autos que confirmem a denúncia de venda de armas até o momento.

A Prefeitura de Caraguatatuba acompanha a ocorrência envolvendo seu servidor. De imediato, a administração municipal afirmou que tomou medidas administrativas, abrindo um processo para apurar os fatos. A Prefeitura reforçou que não aceita condutas irregulares e, portanto, colabora com as investigações.