A greve Conchal creches, que mobilizou berçaristas e Auxiliares de Desenvolvimento Infantil (ADIs) da rede municipal, chegou ao fim. As servidoras decidiram retornar ao trabalho. A decisão veio após dias de paralisação e negociações intensas. Tomada em assembleia, ela marcou o encerramento de um movimento. Este movimento, por sua vez, reivindicava o enquadramento na nova legislação do piso do magistério. Também buscava melhores condições para as profissionais que cuidam das crianças da cidade. Este acordo provisório agora abre caminho para futuras discussões entre o sindicato e a administração municipal.
O Retorno ao Trabalho em Conchal
As trabalhadoras da educação de Conchal voltaram às suas atividades nesta quarta-feira, dia 1º. A decisão veio depois que a categoria aceitou um acordo. Este acordo previa o retorno integral dos serviços na terça-feira. A paralisação começou na segunda-feira, dia 30. No entanto, o Tribunal de Justiça de São Paulo já havia determinado a manutenção de pelo menos 70% dos serviços em funcionamento.
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Esta medida judicial previa multa diária. Isso ocorreria caso a determinação não fosse cumprida. O Tribunal entende que a educação é um serviço essencial. Portanto, não pode ser totalmente interrompido. Em nota oficial, o sindicato informou que a decisão pelo fim da greve Conchal creches resultou de uma assembleia. As profissionais avaliaram o cenário atual. Elas também dialogaram com a prefeitura. Por fim, chegaram a essa conclusão. Agora, a categoria aguarda os próximos passos de uma audiência de conciliação.
Negociações e o Piso do Magistério
Mesmo com a liminar judicial, as servidoras tinham opções. Elas poderiam manter a paralisação de forma parcial. Ou, então, recorrer da decisão do Tribunal. Contudo, após várias reuniões entre o sindicato, as profissionais e os representantes da Prefeitura, definiram a retomada completa dos atendimentos. A greve ocorreu em meio a importantes discussões. Estas discussões, aliás, tratam sobre como enquadrar as ADIs na nova legislação federal. A Lei nº 15.326 de 2026 altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação. Esta lei é o ponto central.
A Prefeitura de Conchal informou que pretende ajustar os cargos conforme essa nova lei. A previsão é que a implementação aconteça a partir de janeiro de 2027. Todavia, o sindicato exige garantias formais. Quer que a medida seja realmente cumprida. Existe uma preocupação, ademais, sobre a aplicação da lei para diferentes grupos de profissionais. Por exemplo, em relação às berçaristas que possuem formação em pedagogia, a Prefeitura entende que elas não se encaixam nos critérios da nova legislação.
Para as profissionais sem formação na área, a indicação é que também não atendem aos requisitos. Neste caso, as reivindicações devem se focar principalmente em questões salariais. A situação é complexa e exige diálogo. É preciso, portanto, encontrar soluções justas para todas as partes envolvidas. De fato, a greve Conchal creches destacou a urgência dessas discussões.
Audiência de Conciliação Define Próximos Passos
O Tribunal de Justiça também agendou uma audiência de conciliação. O encontro está marcado para o dia 8 de abril. Nesta ocasião, as partes devem discutir possíveis acordos. Além disso, buscarão garantias jurídicas que satisfaçam as servidoras e a administração municipal. O processo ainda está em andamento. A definição final, consequentemente, dependerá das negociações que acontecerão nos próximos dias durante essa audiência. A expectativa é que se chegue a um consenso. Este consenso deve beneficiar a comunidade e as profissionais da educação de Conchal.
