Fraudes bancárias: PF desarticula esquema com ‘laranjas’

A Polícia Federal desvendou um grande esquema de fraudes bancárias, prendendo 15 pessoas e buscando outras seis. O grupo usava empresas de fachada e 'laranjas' para desviar dinheiro.

A Polícia Federal (PF) agiu para desmantelar um esquema de fraudes bancárias que envolvia o uso de pessoas como “laranjas” e empresas falsas. A operação, chamada Fallax, prendeu 15 indivíduos. Contudo, outros seis suspeitos ainda estão sendo procurados pelas autoridades. Este grupo é acusado de causar grandes prejuízos, principalmente à Caixa Econômica Federal, portanto, a ação da PF é crucial.

As investigações detalhadas revelam que o grupo operava de forma altamente organizada. Primeiramente, eles utilizavam empresas de fachada. Estas empresas eram criadas apenas no papel para esconder o rastro das suas ações ilegais. Além disso, cooptavam “laranjas”. São indivíduos que emprestavam seus nomes e dados para as atividades criminosas. Muitas vezes, eles não sabiam a real dimensão do envolvimento. Para tanto, a quadrilha contava com a participação de agentes do próprio sistema financeiro. Inclusive, funcionários da Caixa estavam envolvidos. A instituição bancária, por sua vez, garantiu que está colaborando ativamente com todas as etapas da investigação da PF.

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Como as fraudes bancárias eram aplicadas

A decisão judicial que levou às prisões detalha como os suspeitos envolviam até mesmo parentes próximos no esquema. Por exemplo, Raphael Abrantes do Lago, residente em São Paulo, é um dos principais investigados. Ele teria usado sua própria mãe como “laranja”. O objetivo era receber uma quantia de aproximadamente R$ 1 milhão. Isso demonstra um total desrespeito familiar. Similarmente, Sarah Tais Barbosa, de Limeira, também foi detida. Ela, inclusive, teria aberto empresas de fachada. Para isso, utilizou o nome de sua filha. Essa ação expôs a criança a riscos legais. Ambos os suspeitos foram presos durante a operação. Isso evidencia a gravidade das acusações.

Falsificação de documentos no esquema de fraudes

As apurações da PF também descobriram uma estrutura profissional dedicada à falsificação de documentos. De fato, foram encontrados equipamentos específicos para a reprodução de assinaturas. Isso sugere uma atuação em escala industrial e contínua, conforme apontado pela decisão judicial. Bruno Carvalho de Oliveira, de São Bernardo do Campo, é identificado como o principal responsável por essa parte crucial do esquema. Ele está entre os 15 detidos.

O serviço de falsificação era bastante abrangente. Envolvia desde a criação de assinaturas falsas em contratos bancários. Também adulteravam comprovantes de endereço. Ademais, eles modificavam extratos de maquininhas de cartão de crédito. Retificavam declarações de imposto de renda para inserir rendimentos fictícios. Tudo isso visava ludibriar os bancos e conseguir aprovação para créditos e empréstimos.

O líder por trás do esquema de fraudes bancárias

Segundo as investigações, o empresário Thiago Branco de Azevedo, de 41 anos, natural de Americana, é apontado como o líder do grupo. Houve uma tentativa de prendê-lo na última quarta-feira. No entanto, ele não foi encontrado em sua residência e, até o momento desta publicação, seguia foragido. Conhecido também como “Ralado”, ele seria o responsável por coordenar todas as frentes de atuação da quadrilha.

Suas funções incluíam a captação de “laranjas”. Também constituía pessoas jurídicas, as chamadas empresas de fachada. Fazia o contato direto com gerentes bancários. Dava orientação sobre a produção dos documentos falsos. Em suma, ele articulava todo o processo. O objetivo era que as operações de crédito fraudulentas fossem aprovadas. Isso resultava em grandes perdas para o sistema financeiro.