Um tenente-coronel da Polícia Militar, Geraldo Neto, está preso. Ele é suspeito de matar a esposa, Gisele Alves Santana. Em depoimento à polícia, Geraldo contou que a dependência financeira de Gisele era o principal motivo. O casal não conseguia se separar por causa disso. Ele afirmou que ela não tinha dinheiro para viver sozinha. Mesmo querendo o divórcio, essa situação era um grande obstáculo. Por isso, ele tentou arrumar um novo trabalho para ela, buscando uma solução para o problema.
A Dificuldade da Dependência Financeira no Casamento
A dependência financeira da esposa era o grande obstáculo para a separação acontecer, segundo o tenente-coronel. Em depoimento, ele explicou que, apesar de ambos desejarem o divórcio em novembro, Gisele disse que não conseguiria se sustentar e cuidar da filha sozinha. Ela tinha a renda comprometida por empréstimos, feitos para construir a casa dos pais e para cirurgias estéticas, como silicone e plástica no nariz. Por isso, depois de pagar as dívidas e impostos, sobravam menos de R$ 1.000 por mês para ela.
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Para ajudar nas contas de casa, Geraldo disse que passava entre R$ 1.500 e R$ 2.000 por mês para Gisele. Além disso, ele pagava cerca de R$ 10.000 em despesas da casa. Portanto, o custo de vida familiar era alto e a parte dela não cobria quase nada. Ele tentou diversas formas para resolver essa questão.
Buscando Autonomia Financeira para o Divórcio
Geraldo contou à polícia que procurou alternativas para que a esposa tivesse seu próprio dinheiro. Ele conversou com coronéis da PM que trabalham no Tribunal de Justiça. O objetivo era conseguir uma vaga para Gisele lá. Essa vaga, segundo ele, era bastante disputada e oferecia um extra de R$ 5.000 por mês. Assim, a renda dela aumentaria bastante.
Em janeiro, a vaga foi confirmada. O plano era que Gisele começasse no novo posto em 2 de março, logo após o carnaval. Com esse novo ganho, a renda dela chegaria a uns R$ 6.000. Este valor, na visão dele, seria suficiente para ela alugar um apartamento e viver de forma independente com a filha. Dessa forma, a separação definitiva seria possível.
O Dia Antes dos Acontecimentos Trágicos
O tenente-coronel relatou à Polícia Civil como foi o dia 17 de fevereiro. Naquela manhã, os dois foram à academia em horários diferentes. Ele foi das 8h às 9h, e Gisele das 9h às 10h. Ao voltar para casa, por volta das 11h, Gisele se trancou no quarto onde dormia com a filha pequena. Ela ficou lá o dia todo.
Perto do meio-dia, Gisele pediu a Geraldo que pegasse uma marmita na portaria do prédio. Ele disse que pegou a comida e a entregou na porta do quarto. Ela então pegou a refeição e comeu sozinha, sem sair do cômodo. Este foi o relato dele sobre o dia que antecedeu a morte.
