Um caso chocante em São Paulo levanta questões graves sobre a eficiência do atendimento de emergência. Uma mulher baleada por uma policial militar na Zona Leste da capital esperou mais de meia hora por socorro. Isso ocorreu mesmo com o pedido urgente de um colega da corporação. A demora no resgate de mulher baleada agora é alvo de investigação pela Polícia Civil. Este incidente trágico aconteceu na madrugada de uma sexta-feira em Cidade Tiradentes. A vítima, Thawanna da Silva Salmázio, infelizmente não resistiu aos ferimentos.
O Pedido Desesperado por Ajuda
As imagens da câmera corporal de um policial militar registraram o desespero por socorro. O soldado Weden Silva Soares atendeu a ocorrência. Ele cobrou a ambulância enquanto Thawanna ainda estava no chão. Em outras palavras, ele notou a piora do estado da mulher. “O resgate vai demorar? Já está ficando branco o lábio dela, cadê o resgate?”, ele perguntou ao Copom. Este momento de tensão mostra a urgência da situação.
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O disparo, feito pela policial militar Yasmin Cursino Ferreira, ocorreu às 2h59. Logo após, o soldado Weden questionou a colega. Em seguida, ele imediatamente acionou o Centro de Operações da Polícia Militar (Copom). Ele fez o pedido de resgate para a Rua Edimundo Audran. Além disso, reforçou a informação de que uma “menina” estava baleada. Contudo, a resposta não foi imediata.
A Longa Espera e a Demora no Resgate
A Polícia Civil investiga a sequência dos fatos. O Copom acionou a central do Corpo de Bombeiros somente às 3h04. Ou seja, cinco minutos depois do primeiro chamado do soldado. Nesse meio tempo, o policial insistiu novamente pelo resgate. Às 3h06, uma viatura de resgate foi designada. Entretanto, seis minutos depois, às 3h12, outra ambulância a substituiu. A segunda ambulância, então, saiu da base apenas às 3h17. A demora no resgate de mulher baleada é um ponto crucial na investigação, pois cada minuto conta em uma emergência.
O socorro chegou ao local às 3h30. Isso significa trinta e um minutos após o primeiro pedido de ajuda. Thawanna ainda estava no chão. A equipe a colocou na ambulância, que partiu às 3h37. Chegou ao hospital às 3h40. Infelizmente, a vítima não resistiu. Ela morreu na unidade de saúde. Portanto, o atraso pode ter sido fatal.
Impacto da Demora: O Que Dizem os Socorristas
O Instituto Médico Legal (IML) confirmou que Thawanna sofreu uma hemorragia interna aguda. A médica responsável pelo exame necroscópico indicou a intensa perda de sangue como causa da morte. Socorristas, que conversaram com a TV Globo, afirmam que o atraso no atendimento contribuiu para o agravamento do quadro de saúde dela. O ferimento não foi estancado nos primeiros minutos após o tiro, o que é crítico em casos de hemorragia. Assim, a falta de intervenção rápida pode ter selado o destino da vítima.
Apesar do tempo de espera, havia bases do Corpo de Bombeiros bem próximas ao local do disparo. O g1, por exemplo, apurou que algumas unidades ficavam a poucos minutos da Rua Edimundo Audran, em Cidade Tiradentes. Este fato levanta questionamentos sobre a coordenação e a agilidade do sistema de emergência. As autoridades agora buscam entender os motivos da falha no atendimento. O objetivo é evitar que situações semelhantes se repitam. É fundamental garantir um socorro rápido e eficaz em momentos de crise para salvar vidas.
