Um caso preocupante aconteceu em São Roque, SP. Uma criança de seis anos foi parar na UTI depois de receber medicação por engano em um hospital particular da cidade. O medicamento, que deveria ser dado por outra via, foi aplicado na veia do menino. A família registrou um boletim de ocorrência, e o hospital já afastou a profissional envolvida, abrindo uma investigação interna sobre o ocorrido. Este incidente destaca a importância da segurança do paciente em ambientes hospitalares.
Detalhes da Medicação por Engano
O menino deu entrada no Hospital Unimed de São Roque no fim da tarde de domingo, 12 de maio, com queixas de dores abdominais e náuseas. A médica de plantão prescreveu, entre outras medicações, “uma solução de 500ml de glicemia 12% via retal”. Contudo, segundo o registro policial, o medicamento foi aplicado de forma errada, diretamente na veia da criança. Pouco tempo depois, a mãe percebeu que o filho apresentava um quadro de diarreia e alertou a equipe médica. Ao ser acionada, a médica confirmou o erro: a medicação prescrita para aplicação via retal havia sido administrada na veia do pequeno paciente.
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A Reação Rápida da Equipe Médica
Imediatamente, a equipe médica suspendeu a medicação, que já havia sido ministrada quase por completa. Eles iniciaram uma série de procedimentos de urgência para reverter a situação e solicitaram a liberação de uma vaga na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Unimed de Sorocaba, para onde o menino foi transferido. Todos os procedimentos adotados foram devidamente registrados e documentados, conforme o boletim de ocorrência. A técnica de enfermagem envolvida admitiu à polícia que, apesar das orientações corretas, não se atentou e administrou o medicamento de forma equivocada, resultando na medicação por engano.
A Resposta do Hospital Unimed e a Investigação
Em nota oficial, o Hospital Unimed São Roque confirmou o que chamou de “evento adverso”. A unidade admitiu que “foi administrada uma medicação por via diversa da prescrita”. O hospital informou que, assim que o erro foi identificado, a equipe médica adotou todas as medidas necessárias para garantir a segurança do paciente. A profissional diretamente envolvida no atendimento foi afastada preventivamente, e uma investigação interna foi aberta para apurar os fatos e identificar as causas da falha. O foco é entender como a medicação por engano pôde ocorrer e prevenir repetições.
A unidade de saúde também afirmou que está colaborando integralmente com as autoridades. Eles se colocaram à disposição com todos os documentos necessários, incluindo prontuário, registros internos e informações pertinentes. Além disso, o hospital comunicou que o caso será reportado aos órgãos competentes, como o Conselho Regional de Enfermagem (COREN), conforme previsto na legislação. Essa postura é crucial para a transparência e a responsabilização.
A Importância da Segurança e Outros Casos
Este incidente levanta um alerta importante sobre os protocolos de segurança em hospitais. A administração de medicação por engano pode ter consequências graves para os pacientes, especialmente crianças. É fundamental que as instituições de saúde revisem constantemente seus procedimentos e invistam em treinamento contínuo para suas equipes, garantindo que erros como este sejam minimizados.
Vale ressaltar que este é o segundo caso envolvendo o mesmo hospital em um curto período. Na sexta-feira anterior, 10 de maio, uma família acusou a unidade de negligência após a morte de um idoso de 79 anos, Osmar Caffalcchi. A Justiça já interveio nesse caso, o que adiciona uma camada de preocupação sobre a qualidade e a segurança dos serviços prestados. A repetição de eventos adversos reforça a necessidade de auditorias rigorosas e melhorias nos sistemas de segurança do paciente para evitar futuras ocorrências de medicação por engano.
