Acidente de avião no RS: quatro mortos em voo de retorno a SP

Um acidente de avião no Rio Grande do Sul tirou a vida de quatro pessoas, incluindo um casal de empresários e dois pilotos, em um voo de retorno a São Paulo.

Um acidente de avião no Rio Grande do Sul tirou a vida de quatro pessoas. A aeronave de pequeno porte caiu em Capão da Canoa, no Litoral Norte gaúcho, na manhã de sexta-feira (3). O voo marcava o retorno para o interior de São Paulo. Levava a bordo um casal de empresários, Déborah Belanda Ortolani e Luis Antonio Ortolani, além do piloto Nélio Pessanha e do copiloto Renan Saes. As autoridades já começaram a investigar o que levou a esta tragédia, que chocou a região.

O Percurso do Voo Fatal

A aeronave partiu do aeroclube de Itápolis, no interior de São Paulo, rumo ao litoral gaúcho. O FlightRadar, um site que monitora voos, registrou a decolagem às 6h50, no horário de Brasília. O objetivo principal da viagem era encontrar o casal de empresários. Eles estavam no Rio Grande do Sul e tinham interesse em comprar o avião. Portanto, a aeronave foi buscá-los.

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Para cumprir o trajeto, o avião fez uma parada estratégica. Antes de chegar ao destino final, ele pousou no Aeroporto Municipal Diomício Freitas, em Forquilhinha, Santa Catarina, para abastecer. A prefeitura da cidade confirmou a informação. O pouso ocorreu por volta das 8h49. Em seguida, a aeronave decolou novamente às 9h25, seguindo para Capão da Canoa.

Os Últimos Minutos e o Acidente de Avião

O registro de voo mostra o pouso em Capão da Canoa às 9h47. Neste ponto, o casal de empresários embarcou na aeronave. Eles se preparavam para a viagem de volta ao interior paulista. Contudo, minutos após a nova decolagem, o acidente de avião aconteceu. A queda resultou na morte imediata dos quatro ocupantes. A Aeronáutica já está à frente das investigações para entender o que provocou a falha.

Os empresários, Déborah e Luis, organizavam feiras de roupas e enxovais. Luis era de Ibitinga (SP) e morava em Xangri-Lá (RS). Já Déborah era mãe de trigêmeos. O piloto Nélio Pessanha e o copiloto Renan Saes eram moradores de Itápolis. Aliás, Renan também era sócio da empresa de aviação.

Detalhes da Aeronave e a Investigação

O voo que terminou em tragédia era uma demonstração do avião para o casal. Eles, de fato, avaliavam a compra da aeronave. Segundo Allan Peluzzi, dono da Peluzzi Aviation, era a primeira vez que os empresários voavam naquele modelo específico. “Eles estavam analisando a compra da aeronave”, afirmou Peluzzi. A empresa vende e aluga aviões.

A aeronave, de prefixo PS-RBK, é um modelo PiperJet Prop DLX. É um avião monomotor, fabricado em 1999. Ele tem seis assentos e capacidade para até cinco passageiros. Este modelo é de uso privado e possui autorização para voos noturnos. Além disso, classifica-se como uma aeronave de pouso convencional. A empresa responsável emitiu uma nota lamentando o ocorrido e a perda das “quatro vidas que deixam saudades”. A investigação busca esclarecer as causas do acidente de avião.