40 Anos: A Jornada da TV no Noroeste Paulista
Quatro décadas se passaram desde que a primeira TV no noroeste paulista, afiliada da Rede Globo, começou a transmitir. Essa emissora, que nasceu em 1986, transformou a maneira como os moradores das regiões de São José do Rio Preto e Araçatuba se informam e se veem na tela. Antes, a população do interior tinha poucas opções de mídia que refletissem sua realidade. Hoje, a comunicação local ganhou voz e visibilidade.
A área de cobertura da emissora alcança cerca de 2,45 milhões de pessoas em 144 cidades. No dia 21 de abril de 1986, um momento histórico marcou a estreia da TV Globo Noroeste Paulista. Essa data significou o início de uma nova fase para o jornalismo regional. Desde o primeiro dia, a proposta era ambiciosa: cobrir uma vasta área de aproximadamente 45 mil quilômetros quadrados, um território maior do que países como a Suíça ou a Holanda. Uma equipe de cerca de 120 profissionais dedicava-se a mostrar o cotidiano do interior, conectando comunidades.
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A Evolução da TV no Noroeste Paulista
Ao longo dos anos, a emissora passou por mudanças importantes. Depois de 12 anos operando como TV Globo Noroeste Paulista, a estação mudou de nome em 1998, passando a se chamar TV Progresso. Contudo, a evolução não parou por aí. Em 2013, a emissora adotou seu nome atual: TV TEM. Essas mudanças refletem a adaptação e o crescimento da estação no cenário da comunicação regional, sempre buscando aprimorar sua identidade e alcance.
A chegada da afiliada da Rede Globo a São José do Rio Preto foi um evento memorável. Imagens do dia da inauguração mostram a grande movimentação de convidados. Por exemplo, o trânsito na Rodovia Assis Chateaubriand, que fica às margens da sede, ficou congestionado devido à quantidade de pessoas presentes. Era uma celebração digna de um marco na história da TV no noroeste paulista.
Profissionais Pioneiros e o Impacto na Comunidade
Quem presenciou aquele momento guarda lembranças marcantes. Osmir Gomes, que atuava como auxiliar de cinegrafista, recorda a dificuldade de trabalhar em meio à multidão e com equipamentos pesados. Os antigos gravadores de vídeo, por exemplo, chegavam a pesar mais de 10 quilos, exigindo esforço físico considerável da equipe técnica. Portanto, o trabalho era desafiador, mas recompensador.
Para os profissionais que participaram da construção da emissora, o sentimento era de protagonismo. Adib Muanis Junior, um dos responsáveis por estruturar as primeiras equipes de reportagem, descreve a inauguração como uma experiência inesquecível. Segundo ele, a chegada da emissora representou uma verdadeira revolução. Afinal, permitiu que a população do interior se visse na televisão, algo raro até então e que gerou um forte senso de pertencimento.
Essa proximidade com o público também marcou o trabalho da repórter Marisa Amorim, uma das pioneiras da emissora. Ela relembra que os moradores faziam questão de participar das gravações e se emocionavam ao aparecer na TV. Consequentemente, isso fortaleceu o vínculo entre a emissora e a comunidade. A TV no noroeste paulista, portanto, não era apenas um canal de notícias, mas um espelho da vida local.
Momentos Históricos Registrados pela TV
Ao longo de suas quatro décadas, a emissora não apenas noticiou os acontecimentos, mas também ajudou a registrar momentos que entraram para a história do interior de São Paulo. Entre esses momentos marcantes está o desabamento do Edifício Itália, em outubro de 2006, um evento que chocou a região. A cobertura desses fatos pela emissora garantiu que a memória e a história local fossem preservadas e acessíveis a todos. Assim, a TV no noroeste paulista consolidou seu papel como guardiã da memória regional.
