A Polícia Federal (PF) agiu em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, para investigar um esquema de desvio de dinheiro eleitoral e contratação de pessoas que não trabalhavam. Este caso, conhecido como rachadinha, envolve a Câmara Municipal e levanta questões sobre o uso de cargos públicos para fins políticos. A operação busca entender como tudo funcionava.
O que é a rachadinha e como funcionava o esquema?
A rachadinha é uma prática onde funcionários públicos devolvem parte do salário para quem os indicou ao cargo. A PF apura se isso acontecia na Câmara de Angra dos Reis. De fato, uma assessora parlamentar recebia salário, mas morava em Juiz de Fora (MG), onde estudava medicina em tempo integral e trabalhava como dentista. Portanto, ela não poderia estar no gabinete em Angra dos Reis. Investigadores acreditam que havia um sistema para usar cargos públicos em troca de apoio político. Ou seja, pessoas sem trabalho real eram contratadas, e parte do que ganhavam era repassada.
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A Operação Caça Fantasmas investiga a rachadinha
A operação recebeu o nome de “Caça Fantasmas”. Nesta ação, policiais federais cumpriram cinco mandados de busca e apreensão. Estes mandados foram autorizados pela Justiça Eleitoral. As buscas ocorreram em Angra dos Reis, Rio de Janeiro e Juiz de Fora (MG). Além disso, os locais incluem casas dos suspeitos, um escritório de advocacia e um gabinete na Câmara Municipal de Angra dos Reis. A PF busca reunir provas sobre o desvio de verbas e a contratação de assessores que não exerciam suas funções.
Detalhes do esquema e as acusações na rachadinha
As investigações mostram que a máquina pública era usada para atividades ilegais. Nomeavam assessores parlamentares que não trabalhavam de verdade. Assim, isso sugere uma ligação entre ocupar cargos públicos e conseguir apoio político e financeiro. A PF também verifica se essas ligações serviam para manter uma base política. Além disso, apura o recebimento e envio de dinheiro público fora dos registros oficiais de campanha. Os investigadores relatam o uso de declarações falsas nas contas de campanha. Por exemplo, entre as falhas estão a falta de registro de gastos e informações erradas sobre serviços e recursos de campanha. Quem está sendo investigado pode responder por falsidade ideológica eleitoral, peculato e abuso de poder. Outras infrações podem aparecer.
A operação da Polícia Federal em Angra dos Reis continua. Ela mostra um esforço para combater a corrupção e garantir a transparência no uso do dinheiro público. O trabalho segue para esclarecer todos os detalhes deste caso.
