A prisão de Rodrigo Bacellar foi mantida neste sábado. O ex-deputado estadual, filiado ao União Brasil, teve sua detenção confirmada em audiência de custódia. Ele agora está no presídio de Benfica, na Zona Norte do Rio de Janeiro, para onde foi levado no mesmo dia. A Polícia Federal prendeu Bacellar na sexta-feira à tarde, em Teresópolis, cumprindo um mandado expedido pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A Prisão de Rodrigo Bacellar e os Detalhes da Operação
Após a prisão em sua casa na Região Serrana, Bacellar foi levado primeiro para a Superintendência da PF na Zona Portuária do Rio. Depois, ele seguiu para o sistema prisional. A audiência de custódia, realizada online no presídio de Benfica, validou a detenção. Esta medida é parte de uma nova etapa da Operação Unha e Carne, que já está em sua terceira fase. Esta operação investiga o vazamento de informações sigilosas. Essas informações se relacionam a ações contra o Comando Vermelho.
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O Que Leva à Prisão de Rodrigo Bacellar Novamente?
A Polícia Federal, além do mandado de prisão, também cumpriu um mandado de busca e apreensão. A operação está ligada a ordens do Supremo Tribunal Federal no contexto da ADPF das Favelas (ADPF 635/RJ). Esta ação estabelece regras para investigações sobre grupos criminosos. O ministro Alexandre de Moraes, em sua decisão, apontou que há indícios da participação de Bacellar em uma organização criminosa. Além disso, ele teria agido para atrapalhar investigações policiais.
O documento que determinou a prisão mostra vários elementos. Por exemplo, ele cita um possível envolvimento de Bacellar no vazamento de informações sigilosas. Fala também sobre sua atuação para frustrar operações da polícia. Outro ponto é a orientação a terceiros para que retirassem provas e esvaziassem locais que estavam sob investigação. A decisão do ministro ainda menciona que a influência política do ex-deputado representa um risco à ordem pública.
Perda de Mandato Reforça Decisão pela Prisão de Rodrigo Bacellar
A recente cassação do mandato de Bacellar também pesou na decisão de Moraes. Nesta semana, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou que ele perdesse o cargo de parlamentar. Isso ocorreu devido ao escândalo do Ceperj, o mesmo caso que envolveu o ex-governador Cláudio Castro. Segundo Moraes, a perda do cargo reforça a necessidade de uma prisão preventiva. Ele argumentou que, sem o mandato, Bacellar perderia a proteção que o cargo oferecia, tornando a prisão ainda mais necessária para garantir a investigação e a ordem pública.
Não é a primeira vez que Rodrigo Bacellar é detido. Ele já tinha sido preso em dezembro do ano passado, também durante a Operação Unha e Carne. Naquela ocasião, ele ficou solto poucos dias depois. Contudo, ele precisou cumprir medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica. A cassação do mandato do deputado estadual terá um impacto direto nas eleições. Isso vai provocar uma recontagem dos votos das eleições de 2022 no Rio de Janeiro. Além disso, um novo cálculo pode mudar não só a vaga dele, mas também outras cadeiras na Assembleia Legislativa (Alerj).
