A Polícia Civil prendeu o segundo homem envolvido na morte de entregador em Itaguaí. Kleiton dos Santos Silva foi detido na manhã desta quarta-feira (25), em Nova Iguaçu. Ele é suspeito de participar do assassinato de Kaik dos Santos Souza, que ocorreu em agosto do ano passado. As investigações da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) avançaram, e a prisão de Kleiton acontece após a identificação de sua participação no crime, para o qual já havia um mandado em aberto. Este desenvolvimento ajuda a entender todos os detalhes da morte de entregador em Itaguaí.
O que se sabe sobre a morte de entregador em Itaguaí
O assassinato de Kaik dos Santos Souza aconteceu no dia 28 de agosto de 2025, por volta das 17h, no bairro Vila Geni, em Itaguaí. Kaik trabalhava fazendo entregas para um bar quando foi surpreendido por dois homens. Ao perceber a aproximação da dupla, ele tentou se proteger, correndo para dentro do estabelecimento. No entanto, os criminosos o perseguiram sem hesitação.
Leia também
A polícia relata que um dos agressores foi o responsável por efetuar os disparos, enquanto o outro simulava estar armado. A intenção era intimidar qualquer testemunha presente no local. Kaik foi atingido por cinco tiros de pistola calibre .380 e, infelizmente, morreu no mesmo local do ataque. A brutalidade do crime chocou a comunidade e motivou uma intensa investigação por parte das autoridades.
Detalhes da investigação e os envolvidos
A investigação da DHBF identificou o primeiro suspeito como Alexandre Severino Rodrigues dos Santos, conhecido como “Tcheco”. Ele é cabo da Polícia Militar e, surpreendentemente, era tio-avô da vítima. Alexandre foi preso em dezembro de 2025, e sua detenção abriu novas frentes para o caso. Com a prisão de Tcheco, os agentes conseguiram confirmar a participação de Kleiton dos Santos Silva no assassinato.
De acordo com a polícia, a motivação para o crime estaria ligada a um desentendimento familiar grave. Kaik teria descoberto que “Tcheco” tentou se envolver com sua ex-companheira. Este fato gerou uma discussão acalorada entre os dois. Na ocasião, o policial teria feito ameaças de morte ao seu parente, indicando que a tensão familiar já existia antes do trágico evento. Portanto, a dinâmica familiar se tornou um ponto central na apuração da morte de entregador em Itaguaí.
Prisão do segundo suspeito da morte de entregador
Após a confirmação da participação de Kleiton, a Justiça expediu um mandado de prisão contra ele. Os policiais então realizaram buscas e localizaram o suspeito em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Sua prisão é um passo significativo para a resolução completa do caso e traz um pouco de alívio para a família da vítima. A colaboração entre as equipes de investigação foi fundamental para este desfecho, permitindo que mais um envolvido fosse retirado das ruas.
Imagens de câmeras de segurança mostraram o momento em que os dois homens chegaram ao bar onde Kaik trabalhava. Uma das pessoas estava com uma arma na mão – a polícia acredita ser Alexandre. Kaik percebeu a chegada dos criminosos e tentou fugir, correndo para dentro do bar. Enquanto isso, o comparsa do cabo rendia as pessoas que estavam do lado de fora do estabelecimento. O jovem foi alcançado nos fundos do bar e executado com os disparos fatais, sem chance de defesa.
O histórico do cabo Alexandre Severino
A Polícia Civil revelou que Alexandre Severino Rodrigues dos Santos tem um histórico criminal extenso. Além de outros crimes, como violência doméstica, ele já respondeu por outro homicídio qualificado, cometido em 2012. Por conta desse crime anterior, ele chegou a ser expulso da Polícia Militar. Contudo, mais de 10 anos depois, ele conseguiu retornar às suas funções na corporação, após ter sido absolvido pela Justiça. Esse histórico levanta questões sobre seu comportamento e sua atuação dentro da força policial.
A prisão dos dois suspeitos na morte de entregador em Itaguaí demonstra o empenho das autoridades em elucidar crimes complexos e garantir que os responsáveis sejam levados à justiça. A comunidade de Itaguaí aguarda agora os próximos passos do processo judicial, esperando por justiça para Kaik dos Santos Souza e sua família. A investigação continua, e novos detalhes podem surgir à medida que o caso avança na esfera legal.
