A Polícia Civil do Rio de Janeiro intensificou o combate aos celulares roubados. Nesta semana, uma nova fase da Operação Rastreio foi lançada. O objetivo é desmantelar um grupo que vendia aparelhos furtados ou roubados. Eles utilizavam até uma loja física na Zona Sudoeste do Rio. Agentes da Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM) cumpriram 15 mandados de busca e apreensão. As investigações mostram como o esquema criminoso funcionava.
Como Funcionava o Esquema dos Celulares Roubados
O grupo criminoso montou uma estrutura para dar aparência de legalidade à venda de telefones. Eles usavam empresas de fachada para disfarçar a origem dos produtos. Além disso, a quadrilha mantinha uma loja física na região da Taquara, no Rio de Janeiro. Nas redes sociais, eles anunciavam os aparelhos, que pareciam ter procedência normal. Os preços, contudo, eram bem abaixo dos praticados no mercado. Isso atraía muitos compradores.
Leia também
A polícia explica que os investigados também usavam um mecanismo financeiro complexo. O objetivo era dificultar o rastreamento do dinheiro. Notas fiscais eram emitidas em nome de empresas que não existiam. Ou estavam registradas em outras cidades, como Itaboraí e Duque de Caxias. Assim, os pagamentos iam para contas de pessoas “laranjas”. Essa cadeia de transações tornava difícil identificar de onde vinha o dinheiro.
Riscos para Quem Compra Aparelhos Roubados
A compra de celulares roubados ou de origem duvidosa traz sérios problemas para os consumidores. A polícia alerta que, ao acionar uma garantia ou seguro, o comprador pode ter dificuldades. Isso acontece porque os documentos fiscais emitidos por esses grupos são inválidos. Portanto, o prejuízo pode ser grande. Muitos acabam sem o aparelho e sem o dinheiro. A falta de notas fiscais legítimas impede qualquer tipo de suporte oficial. Conforme as autoridades, as pessoas que compram esses aparelhos podem ter seus direitos negados. Isso ocorre mesmo que não saibam da origem ilícita. É fundamental verificar a procedência antes de comprar eletrônicos.
Operação Rastreio: Recuperação e Prisões
Desde o início da Operação Rastreio, em maio do ano passado, a Polícia Civil do RJ já recuperou mais de 13,3 mil celulares no estado. Desse total, cerca de 6 mil aparelhos foram devolvidos aos seus donos. Além disso, a corporação informou que mais de 880 pessoas foram presas em ações relacionadas à operação. Nesta fase mais recente, as diligências buscam apreender equipamentos eletrônicos, documentos e outros materiais importantes. A meta é auxiliar nas investigações e recuperar mais aparelhos que foram roubados ou furtados. A polícia continua o trabalho para desarticular toda a cadeia de crimes envolvendo telefones. É um esforço contínuo para proteger os cidadãos e combater o mercado ilegal.
