A situação no Colégio Estadual Senor Abravanel, no Largo do Machado, Rio de Janeiro, chamou a atenção. A direção da escola registrou uma queixa na Polícia Civil contra um professor. A suspeita é de assédio na escola. Esses casos teriam acontecido no ano passado. Contudo, a denúncia oficial só veio depois de um protesto de alunos nesta quarta-feira. Durante a manifestação, policiais militares agrediram estudantes. Os alunos pediam o afastamento do professor.
Como o Assédio na Escola Virou Denúncia
A Secretaria Estadual de Educação afirmou que não sabia do caso antes. Entretanto, o professor foi afastado. Além disso, uma investigação interna, chamada sindicância, foi aberta. A apuração inicial indica que duas alunas estavam envolvidas. A escola não se manifestou sobre o assunto até a publicação da reportagem. A denúncia à 9ª DP (Catete) marca um passo importante para resolver a questão.
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Protesto Estudantil e Confusão com a Polícia
A confusão com a PM aconteceu no mesmo dia. Os estudantes que protestavam dentro da escola também foram à delegacia. Eles registraram uma queixa contra os policiais por abuso de autoridade. Por outro lado, os policiais registraram ocorrência por desobediência, desacato e invasão. Eles disseram que universitários invadiram o colégio. Partes da situação foram gravadas e publicadas nas redes sociais. O agente envolvido foi afastado de suas funções pelo comando da corporação.
Detalhes da Agressão Durante o Protesto Contra o Assédio
O protesto foi organizado por movimentos estudantis. João Herbella, diretor do Diretório Central dos Estudantes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (DCE/UFRJ), estava presente. Ele acompanhava Marissol Lopes, presidente da Associação Municipal dos Estudantes do Rio de Janeiro (Ames Rio), e Theo Oliveira, diretor da Ames Rio. Todos acabaram detidos. O g1 apurou que o PM agressor é um subtenente do Batalhão de Choque, de serviço no Segurança Presente Laranjeiras. Marissol explicou o motivo da presença: “Nós fomos à escola solicitados por alunos. Eles queriam organizar uma luta contra um caso de assédio que estava acontecendo no colégio. É um caso antigo, mas que recentemente estourou e ficou abafado.” Ela acrescentou: “Entramos na escola, pois é nosso direito como entidade estudantil. Fomos agredidos por policiais de forma muito violenta. A tentativa de diálogo foi quase zero.”
O Que as Imagens Revelam Sobre a Agressão
O vídeo que circulou nas redes sociais mostra o subtenente discutindo com Herbella. Ele tenta pegar o celular do estudante. Marissol tenta parar o policial. Ela pede para ele não encostar nela. O policial, então, desfere dois tapas no rosto dela. A blusa de Marissol rasga. Theo se aproxima para ajudar. O PM reage com um soco no rosto de Theo e o derruba. O militar volta a agredir Marissol. Este incidente mostra a escalada da tensão e a violência. A investigação agora busca entender todas as responsabilidades envolvidas.
