No Rio de Janeiro, um motociclista perdeu a vida em um acidente envolvendo uma linha chilena. Leandro Rezende Cardoso, um administrador de empresas, foi atingido no pescoço por uma linha enquanto passava de moto em Cascadura. O caso mostra o risco que a linha chilena representa e reforça a necessidade de combater seu uso ilegal, que segue causando acidentes graves na cidade.
Leandro voltava para casa depois de trabalhar em sua empresa de limpeza de sofás. Ele estava de moto quando a linha o atingiu. Apesar de ter recebido socorro, ele não resistiu aos ferimentos. Câmeras de segurança registraram o momento do acidente, o que ajuda a entender a dinâmica dos fatos. A família e os amigos de Leandro estão muito abalados com a perda. Ele era viúvo, filho único e deixou os pais e uma filha de 15 anos. Por exemplo, um amigo descreveu Leandro como uma pessoa muito querida no bairro, e o choque com a notícia é grande. Além disso, a moto de Leandro, que não tinha antena de proteção, permanece na garagem da família, com as marcas do ocorrido.
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O Perigo da Linha Chilena Aumenta no RJ
O problema da linha chilena não é isolado. Dados do Disque Denúncia mostram que o número de reclamações sobre o uso deste material mais que dobrou no Rio de Janeiro em apenas um ano. Em 2023, por exemplo, foram 561 registros, mas em 2024, este número saltou para 1.203. Além disso, nos primeiros três meses deste ano, já foram 110 denúncias. Portanto, isso indica uma preocupação crescente e um risco constante para quem anda nas ruas.
Risco Constante para Motociclistas
Muitos motociclistas enfrentam este perigo diariamente. O professor Carlos Eduardo Menezes, por exemplo, relatou ver linhas esticadas nas ruas com frequência. Ele mesmo já conseguiu desviar delas outras vezes, mas lamenta que Leandro não tenha tido a mesma sorte. Após o acidente, Carlos Eduardo voltou ao local e encontrou a linha chilena que pode ter causado a morte de Leandro. Equipes de reportagem também acharam outras linhas espalhadas pela região, o que mostra a dimensão do problema e o perigo que as pessoas enfrentam ao se locomoverem.
O Que Torna a Linha Chilena Tão Perigosa?
A linha chilena é feita com pó de quartzo e óxido de alumínio, o que a torna muito mais cortante que o cerol comum. Especialistas dizem que ela pode ser até quatro vezes mais afiada. Por causa disso, ela causa ferimentos graves com facilidade, incluindo cortes profundos que podem ser fatais, como no caso de Leandro. O uso e a venda deste material são proibidos por lei no Brasil. Quem for pego usando ou vendendo a linha chilena pode receber multa e até responder na justiça. Apesar da proibição, é fácil encontrar ofertas deste produto na internet, com perfis em redes sociais vendendo sem restrições. Isso dificulta o controle e aumenta o acesso a este material perigoso.
Como Se Proteger e Ajudar a Combater
Para motociclistas, a antena corta-pipa é um equipamento essencial e obrigatório em muitos lugares. Ela ajuda a desviar as linhas antes que elas atinjam o pescoço. Além disso, é importante ficar atento ao redor, principalmente em áreas onde há muitos praticantes de pipa. A comunidade também tem um papel importante. Denunciar o uso e a venda da linha chilena é fundamental para combater este crime. O Disque Denúncia é um canal para fazer isso de forma anônima, contribuindo para a segurança de todos. A conscientização sobre os riscos e a fiscalização rigorosa podem ajudar a evitar novas tragédias como a que tirou a vida de Leandro Rezende Cardoso.
