A investigação sobre a morte de capoeirista Paulinho Sabiá em Niterói teve um avanço importante. A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu a irmã dele, Adriana Souza Possobom Aragão de Miranda. Ela é acusada de ser a mandante do crime. A polícia aponta que a motivação principal para o assassinato foi financeira. O esquema envolvia uma recompensa e um plano para simular um roubo.
Detalhes da Investigação da Morte do Capoeirista
A prisão de Adriana aconteceu na quarta-feira (8). Além dela, a polícia prendeu Juan dos Santos, conhecido como Juan do Alemão. Ele confessou que pilotou a moto usada no dia do homicídio. Juan também acusou Adriana como a pessoa que planejou o assassinato. A Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí agora trabalha para identificar outros envolvidos no caso. Na delegacia, Adriana optou por não falar. Ela disse que só vai prestar depoimento depois que seu advogado tiver acesso aos documentos do processo.
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O Acordo no Complexo do Alemão
As investigações mostram que Adriana já conhecia um dos assassinos. Foi essa pessoa quem a levou para um encontro presencial com outros criminosos no Complexo do Alemão. O delegado Willians Batista explicou: “Ela já possuía uma relação anterior com um dos assassinos. Depois, ela foi pessoalmente até o Alemão, levada por essa pessoa. Lá, ela fez uma reunião com o Juan, por exemplo, e ofereceu a eles R$ 50 mil.” A polícia acredita que o dinheiro da recompensa viria de valores que Adriana esperava encontrar na casa de Paulinho. Contudo, apenas R$ 10 mil foram pagos como adiantamento.
Plano para Desviar Suspeitas da Morte do Capoeirista
Adriana deu instruções claras para que a execução de Paulinho Sabiá parecesse um latrocínio, um roubo seguido de morte. O delegado Willians detalhou: “Ela pediu a eles que levassem algo dele, algum bem, para que a cena ficasse com a aparência de um latrocínio.” Dois dias antes do assassinato, Paulinho já havia sofrido uma tentativa de homicídio em Icaraí. Na ocasião, um homem apontou uma arma para a nuca da vítima, mas a arma falhou. O delegado acrescentou que Adriana “mostrou muita revolta quando eles não conseguiram atingi-lo dessa vez.” Este episódio reforça a premeditação por trás da morte do capoeirista.
A Disputa por Patrimônio e a Motivação Financeira
Um depoimento à polícia revelou uma discussão intensa sobre os bens de Paulinho Sabiá. Silmara Fátima Alencastro Silva, namorada da vítima, contou que Adriana chegou à casa onde ela morava com Paulinho. Adriana afirmou que Silmara teria que sair do local. Essa briga ocorreu em 23 de fevereiro, três dias após o enterro do mestre de capoeira. Para a Delegacia de Homicídios, não há dúvidas: a motivação do crime foi puramente financeira. A polícia também informou que Adriana já havia sido investigada antes por um furto que Paulinho sofreu. Esse histórico reforça a linha de investigação sobre a morte do capoeirista por interesse financeiro.
