A cidade do Rio de Janeiro foi palco de uma triste notícia: a morte de bebê Maya Costa Cypriano, de apenas um ano e nove meses. Além disso, o caso ganhou destaque após a prisão do padrasto da criança, Lukas Pereira do Espírito Santo, que confessou ter agredido a menina. A mãe da bebê estava em uma entrevista de emprego quando soube da fatalidade, o que abalou amigos e familiares.
O sepultamento da pequena Maya ocorreu em meio a muita dor e revolta no Cemitério do Caju. Familiares e amigos clamavam por justiça, marcando a despedida da criança com um clima de profunda tristeza. Ademais, a comunidade de Quiririm, em Vila Valqueire, onde a família morava, também sentiu o impacto da tragédia.
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O Dia da Tragédia com a Morte de Bebê
Na última quinta-feira, dia 2, Maya morreu na casa da família. A mãe, Emanuele Costa, havia saído de madrugada para uma entrevista de emprego muito desejada. Sem ter com quem deixar a filha, ela confiou a criança aos cuidados de Lukas Pereira do Espírito Santo, seu companheiro e padrasto de Maya. Anteriormente, Emanuele relatou que ele nunca havia demonstrado qualquer comportamento agressivo com a menina. Por isso, a decisão de deixá-la com ele foi feita com confiança.
A Busca por Emprego e a Confiança no Padrasto
Emanuele explicou a difícil decisão de deixar a filha com Lukas. Ela recebeu a oferta de uma entrevista de emprego que queria muito, especialmente pelo local. “Até então, eu não tinha ninguém para ficar com a minha filha. Eu ia sair às 5h e não tinha escolha. Deixei-a com ele porque, até aquele momento, ele nunca tinha feito nada com a minha filha”, contou a mãe, expressando a confiança que depositava no padrasto antes dos acontecimentos trágicos. Assim sendo, a busca por um futuro melhor a levou a essa situação.
Ao longo da manhã, Lukas fez contato com Emanuele, mas não mencionou nenhuma agressão ou problema com a criança. Contudo, a mãe relata que as chamadas se tornaram mais frequentes e desesperadas por volta das 8h. Devido à falta de sinal no local da entrevista, ela só conseguiu falar com ele perto das 10h. Imediatamente, Emanuele correu para casa, chegando por volta do meio-dia. Além disso, a urgência da situação era evidente.
A Descoberta e a Investigação do Caso
Ao chegar em casa, Emanuele encontrou a filha semiacordada e gelada. Desesperada, ela pediu ajuda a um motoboy para levar Maya e Lukas à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Campinho. Infelizmente, a menina sofreu uma parada cardiorrespiratória e chegou sem vida à unidade de saúde. A equipe médica, ao notar as marcas no corpo da criança, agiu prontamente e acionou a polícia, dando início à investigação da morte de bebê.
Emanuele e Lukas foram levados à 29ª DP (Madureira) para prestar depoimento. Inicialmente, ambos foram liberados. No entanto, a perícia realizada no corpo de Maya revelou que a causa da morte foi uma lesão grave na região abdominal. Esta constatação de uma morte violenta, portanto, transformou o caso, que passou a ser investigado pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC).
O Choque da Mãe e a Confissão
A mãe de Maya expressou sua dor e indignação ao saber da causa da morte da filha. “Ele espancou a minha filha e não teve um pingo de remorso. Não demonstrou nenhuma emoção, não chorou”, afirmou Emanuele, chocada com a postura de Lukas, que permaneceu ao seu lado no hospital, oferecendo apoio, enquanto ela desconhecia a verdade sobre o que havia acontecido. Assim, a revelação da perícia mudou completamente a percepção dos fatos.
Na sexta-feira, dia 3, a Polícia Civil cumpriu um mandado de prisão contra Lukas Pereira do Espírito Santo. Em seu depoimento na delegacia, ele confessou as agressões que resultaram na morte da criança. Dessa forma, Lukas foi preso e agora responderá pelo crime de feminicídio. O caso segue em apuração. A polícia busca todos os detalhes para garantir a justiça.
Justiça e Despedida para a Morte de Bebê Maya
A comunidade e os familiares de Maya continuam buscando respostas e justiça para a pequena. A morte de bebê como a de Maya ressalta a importância de denunciar qualquer sinal de violência contra crianças. A investigação prossegue para que todas as responsabilidades sejam devidamente apuradas. O enterro foi marcado por dor, mas também foi um momento de união. Todos buscam um desfecho justo para este trágico acontecimento.
