A morte de criança de apenas sete anos, Ysaque da Silva Quintina, após uma queda de árvore choca a Região dos Lagos, no Rio de Janeiro. A família do menino, que faleceu no último sábado (12) em uma UPA de Iguaba Grande, acusa falhas nos atendimentos médicos. Eles relatam que o garoto foi levado várias vezes a unidades de saúde, mas teria recebido avaliações incompletas, focadas apenas em um braço, antes do quadro piorar drasticamente. Este caso acende um alerta sobre a qualidade e a agilidade dos serviços de emergência na região, especialmente para evitar a morte de criança em circunstâncias semelhantes.
O Início da Tragédia e a Busca por Ajuda
A mãe de Ysaque conta que o filho caiu de uma árvore. Logo após o acidente, ela o levou para a emergência. O menino sentia fortes dores. No entanto, o primeiro atendimento, segundo a mãe, focou apenas no braço. Fizeram um raio-x e deram remédios para a dor. Depois disso, a criança foi mandada para casa. A família esperava uma investigação mais aprofundada, porém, isso não aconteceu. A dor persistia, o que gerou preocupação.
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Morte de Criança: Atendimentos Repetidos Sem Solução
Como as dores não passavam, Ysaque voltou a buscar ajuda médica. A mãe o levou a outras unidades, inclusive em São Pedro da Aldeia. Nestes locais, a situação se repetiu. A equipe de saúde teria se concentrado novamente no braço do menino. A família insistia que algo mais grave poderia estar acontecendo. Contudo, a solicitação de exames mais complexos demorou a ocorrer. A saúde do garoto piorava a cada dia.
A Piora do Quadro e o Diagnóstico Tardio
Foi apenas na última visita à UPA de Iguaba Grande que a gravidade da situação ficou evidente. O menino apresentava falta de ar e um estado de saúde muito debilitado. Diante disso, os médicos pediram uma tomografia. Este exame revelou a verdadeira extensão dos ferimentos: traumatismo craniano e hemorragia interna. O diagnóstico preliminar do IML confirmou essas causas da morte de criança. A família aguardava notícias na UPA. Infelizmente, a equipe informou sobre a parada cardíaca e o falecimento de Ysaque. A mãe também refuta a ideia inicial de pneumonia, pois o filho não tinha sintomas como febre ou gripe.
O Que Diz a Prefeitura de Iguaba Grande
A Prefeitura de Iguaba Grande se manifestou por meio de uma nota. A administração municipal detalhou os atendimentos. O primeiro contato, segundo a prefeitura, foi em 8 de abril. O raio-x do braço não mostrou fratura. O paciente recebeu alta para acompanhamento. Quatro dias depois, em 12 de abril, o menino retornou. Ele apresentava fraqueza, náuseas e febre, relatada há três dias. Novos exames indicaram uma alteração pulmonar. Por causa da gravidade, uma tomografia e uma avaliação no Hospital Estadual Roberto Chabo (HERC), em Araruama, foram solicitadas com urgência. O exame foi feito, mas a equipe de cirurgia pediátrica do HERC não autorizou a transferência do paciente para lá. Portanto, ele voltou para a UPA de Iguaba Grande.
Consequências da Morte de Criança e Pedidos de Justiça
A família de Ysaque busca respostas. Eles querem entender o que de fato aconteceu. A denúncia de negligência em unidades de saúde da Região dos Lagos é séria. A morte de criança como Ysaque ressalta a importância de um atendimento médico completo e rápido. É fundamental que as autoridades investiguem o caso. Assim, a família pode ter um pouco de paz. Além disso, outros casos como este podem ser evitados.
