Mãe denuncia falta de atendimento em Policlínica de Santo Eduardo; criança levada para outra cidade

Uma mãe em Santo Eduardo não conseguiu atendimento para o filho doente na Policlínica da Família local, que prometia funcionamento 24 horas. Ela precisou levar a criança para outra cidade, enquanto moradores relatam a falta de serviços básicos.

Uma mãe no distrito de Santo Eduardo, em Campos dos Goytacazes, teve que buscar atendimento médico para o filho doente em outra cidade. Ela não conseguiu ajuda na Policlínica da Família local. Moradores da região questionam a promessa de funcionamento 24 horas da unidade, reinaugurada há pouco tempo.

A Luta por Atendimento na Policlínica Santo Eduardo

No último sábado (11), a mãe Dayana Aparecida Silva de Leo levou o filho à policlínica. Contudo, ela não encontrou ninguém para atendê-lo. O menino estava com febre alta há três dias. Dayana contou que já tinha ido à unidade outras vezes. Segundo ela, o médico apenas aplicava uma injeção e mandava a criança para casa. Desta vez, a situação foi pior. Ela gravou um vídeo mostrando a falta de atendimento. Aflita, Dayana desabafou: “Já é a terceira vez que eu venho aqui com o meu filho. Ele está há três dias com febre alta. O médico só dá uma injeção e manda pra casa. Hoje eu voltei e não tinha ninguém pra atender. A ambulância não está aqui, não tem médico, não tem enfermeiro. Meu filho está passando mal e eu faço o quê?”

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Diante da falta de suporte no local, a família precisou levar a criança até Bom Jesus do Itabapoana, em outro município. Lá, ela conseguiu o atendimento necessário. Este caso levanta preocupações sobre a qualidade e a disponibilidade dos serviços de saúde oferecidos à população de Santo Eduardo. A comunidade esperava um serviço contínuo após a reinauguração da policlínica.

Reclamações sobre a Policlínica Santo Eduardo

Muitos moradores de Santo Eduardo relatam dificuldades parecidas. Eles afirmam que, além da falta de atendimento em horários cruciais, a unidade não oferece serviços básicos. Por exemplo, a população aponta a ausência de vacinação e a dificuldade para realizar exames. Também falta uma ambulância para transferir pacientes quando necessário. Estas queixas mostram um cenário diferente do que foi prometido quando a Policlínica da Família foi reaberta em março.

Promessas e a Realidade dos Moradores

Naquela época, o prefeito Wladimir Garotinho divulgou nas redes sociais que a unidade ofereceria “saúde 24 horas para cuidar de quem mais precisa”. Contudo, a realidade no dia a dia tem sido outra, segundo os relatos. A promessa de atendimento 24 horas gerou uma expectativa grande na comunidade. Entretanto, os fatos mostram que a prática diverge da teoria. A ausência de profissionais e de estrutura para urgências e emergências coloca a saúde dos moradores em risco. Portanto, a experiência da mãe Dayana não é um caso isolado. Ela é um reflexo de problemas mais amplos na oferta de serviços de saúde na região. A comunidade espera soluções rápidas para garantir que situações como esta não se repitam, sobretudo quando se trata da saúde de crianças.

O que a Prefeitura Diz sobre o Atendimento em Santo Eduardo

A Prefeitura de Campos dos Goytacazes foi procurada para explicar a situação. A Secretaria Municipal de Saúde informou que a unidade de Santo Eduardo tem um propósito específico. Segundo a secretaria, a policlínica é voltada para atendimentos ambulatoriais especializados. Isso inclui consultas, exames, vacinação e fisioterapia, além de reabilitação infantil. Ou seja, ela não foi projetada para urgências e emergências.

Esclarecimentos da Secretaria de Saúde

Para casos de urgência e emergência, o município explicou que existe uma ambulância UTI móvel. Esta ambulância faz o primeiro atendimento e, se necessário, realiza a transferência do paciente para outra unidade. A prefeitura também destacou que as unidades de referência para atendimento 24 horas na região são as de Morro do Coco e Travessão. A administração municipal assegurou que continua trabalhando para garantir a assistência à população dentro da rede municipal de saúde. No entanto, a população de Santo Eduardo continua a expressar preocupação e a cobrar por um serviço que atenda às suas necessidades diárias, especialmente em momentos de emergência.

A diferença entre a promessa de “saúde 24 horas” e a explicação oficial da prefeitura gera confusão e insatisfação. É fundamental que a comunicação sobre os serviços disponíveis seja clara para todos. Isso evita que famílias passem por situações de desespero como a vivida por Dayana. A transparência e a efetividade do sistema de saúde são cruciais para a confiança da população.