O rapper L7nnon conquistou uma vitória importante na Justiça. Ele pode manter seu nome artístico, mesmo com a oposição de Yoko Ono, viúva de John Lennon.
A disputa pelo L7nnon nome artístico chegou ao fim, pelo menos por enquanto. A Justiça brasileira decidiu que o rapper Lennon dos Santos Barbosa Frassetti não precisa mudar a forma como é conhecido. Yoko Ono, viúva do famoso John Lennon, tentou impedir o uso do nome, alegando que ele poderia causar confusão. No entanto, o Tribunal Regional Federal da 2ª Região considerou que não há risco de engano para o público. Esta decisão permite que o artista carioca continue usando sua identidade já estabelecida no cenário musical, fortalecendo sua marca.
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A Disputa Pelo L7nnon Nome Artístico na Justiça
Yoko Ono, conhecida por proteger o legado de John Lennon, entrou com um pedido no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). Ela queria barrar o registro do nome artístico L7NNON. O INPI, inicialmente, deu razão a Yoko Ono, aceitando o pedido de oposição. Por isso, o caso foi parar nos tribunais. A preocupação principal era que a sonoridade e a escrita, mesmo com a alteração do “E” para “7”, pudessem induzir as pessoas a pensar que havia alguma ligação entre o rapper brasileiro e o ex-Beatle. A defesa do artista, contudo, apresentou argumentos sólidos para manter o L7nnon nome artístico.
Os Argumentos Que Protegeram o L7nnon Nome Artístico
Para defender o direito de uso do seu nome, a equipe jurídica de L7nnon apresentou dois pontos principais. Primeiramente, eles destacaram a grafia única do nome: a troca da letra “E” pelo número “7” cria uma identidade visual bem particular. Essa estilização, portanto, já o diferencia do nome “Lennon” comum. Além disso, a defesa mostrou que o nome de batismo do rapper, Lennon, não é uma homenagem ao músico britânico. Pelo contrário, faz referência a um personagem da novela “Top Model”, exibida em 1990. Este detalhe cultural, por exemplo, reforça a originalidade e a origem do nome do artista.
A Decisão da Justiça e o Futuro do L7nnon Nome Artístico
A 2ª Turma do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2) analisou todos os detalhes. Por maioria, os juízes entenderam que as marcas podem coexistir sem problemas. Eles concluíram que não existe uma confusão real no mercado entre o rapper L7nnon e o legado de John Lennon.
O acórdão, que é o documento da decisão, explicou que a estilização gráfica com o “7” fala diretamente com o público jovem e urbano, consumidor de rap e trap. Desse modo, ela o separa do público que acompanha John Lennon e o rock. A distância no tempo e na cultura entre as propostas artísticas também diminui qualquer chance de associação com a herança de John Lennon. A Justiça brasileira assegurou que manter o L7nnon nome artístico não prejudica a história ou o patrimônio de John Lennon. Apesar da vitória, Yoko Ono ainda pode recorrer da decisão. Contudo, para o rapper, esta é uma grande conquista que solidifica sua identidade no cenário musical e profissional.
