O júri popular que avalia a participação do ex-PM Rodrigo Silva das Neves no assassinato de Fernando Iggnácio, ocorrido em 2020, foi retomado nesta sexta-feira. Primeiramente, na quinta-feira, o tribunal ouviu testemunhas tanto da acusação quanto da defesa. Por exemplo, entre elas estavam o delegado responsável pela investigação da Delegacia de Homicídios e um piloto de helicóptero que trabalhava para a vítima. Agora, os debates entre as partes acontecem hoje, e a decisão do júri sobre a acusação de homicídio qualificado deve sair em breve.
O Caso Fernando Iggnacio: Um crime de grande repercussão
Fernando Iggnácio, genro e herdeiro de Castor de Andrade, uma figura conhecida no Rio, foi morto em uma emboscada. O crime aconteceu em novembro de 2020, no Recreio dos Bandeirantes, Zona Oeste do Rio. Iggnácio acabava de descer de um helicóptero, vindo de Angra dos Reis. Ele caminhava em direção ao carro quando tiros de fuzil 556 o atingiram. Este episódio marcou um capítulo violento na história das disputas do jogo do bicho na cidade.
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Mudanças no Julgamento do Caso Iggnacio
O julgamento começou com três réus. Inicialmente, além de Rodrigo Silva das Neves, Pedro Emanuel D’Onofre Andrade Silva Cordeiro, conhecido como Pedrinho, e Otto Samuel D’Onofre Andrade Silva Cordeiro também seriam julgados. Contudo, durante a sessão, Pedro e Otto pediram a troca do advogado que os defendia, Flávio Fernandes. O defensor havia alegado insanidade mental de Pedro e pediu sua absolvição, mas o juiz negou o pedido. Diante da discordância com a estratégia de defesa, os dois réus decidiram dispensar o advogado. Por consequência, o júri de Pedro e Otto foi suspenso e a justiça remarcará a sessão para eles.
Acusações e Outros Envolvidos no Crime
Rodrigo, Otto e Pedro são acusados pela execução de Fernando Iggnácio. De acordo com a investigação, Rogério Andrade, outro bicheiro e sobrinho de Castor de Andrade, é apontado como o mandante do assassinato. Ele está preso, mas não faz parte deste julgamento. No entanto, a defesa de Rodrigo nega todas as acusações e qualquer ligação com Rogério Andrade. Além disso, ela afirma que a investigação da Delegacia de Homicídios, que levou à prisão dos suspeitos, foi “uma farsa”.
O Destino de Outro Suspeito Chave
Adicionalmente aos três réus iniciais, um quarto suspeito participou do crime. Ygor Rodrigues Santos da Cruz, conhecido como Farofa, era apontado como matador de aluguel. Ele foi encontrado morto em novembro de 2022, no Terreirão, no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Sudoeste do Rio. Assim, a morte de Farofa adiciona mais um elemento complexo ao desenrolar das investigações. Conforme as apurações, a morte de Iggnácio foi encomendada por Rogério Andrade, muitas vezes considerado o maior bicheiro do Rio.
Situação de Rogério Andrade
Finalmente, após as investigações, Rogério Andrade foi preso em outubro de 2024. Ele foi transferido em novembro para o Presídio Federal de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul. Portanto, a prisão de Rogério representa um ponto importante na apuração do caso, pois ele é visto como a peça central na ordem do crime contra Fernando Iggnácio. O desenrolar do processo continua, com a expectativa de novas informações sobre os demais envolvidos e a busca por justiça para o caso.
