Jogo de Cartas Contra o Racismo: Uma Ferramenta do Rio para a Cultura

Uma estudante do Rio de Janeiro criou um jogo de cartas para combater o racismo e ampliar o acesso à cultura. Conheça a iniciativa de Thais Dias Xavier, que usa personagens reais para estimular o debate e a representatividade negra.

Uma estudante de universidade no Rio de Janeiro criou um jogo de cartas contra o racismo. O objetivo é fazer as pessoas conversarem sobre o tema e aproximá-las da cultura. Thais Dias Xavier desenvolveu essa ideia para mostrar a importância de pessoas negras e suas histórias. Inicialmente, ela percebeu que muita gente se sente longe de locais culturais por vários motivos. Por exemplo, distância ou falta de informação. Portanto, o jogo nasceu desse desejo de mudar essa realidade e fazer com que todos se sintam incluídos.

Como o Jogo de Cartas Contra o Racismo Funciona

O jogo de cartas contra o racismo funciona com itens que representam pessoas negras importantes. Elas são como “heróis” na partida. Cada carta traz um resumo da história de alguém e uma pontuação. Miguel Carmo é um exemplo. Sua trajetória está na carta, junto com seu valor no jogo. Adicionalmente, existem cartas de “vilões”. Elas mostram situações e atitudes racistas. Uma dessas cartas descreve “Opressão estética”, por exemplo. Ela retrata momentos em que pessoas negras sentem pressão para mudar traços ou cabelos. Consequentemente, o jogo exige que os participantes trabalhem juntos. Eles escolhem quais “heróis” podem enfrentar e “combater” essas situações. Thais explica que a ideia é criar uma conversa. Em outras palavras, o jogo serve para que as pessoas vejam os heróis negros como referências. Assim, esta é uma forma de discutir o racismo de perto.

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Pessoas Reais Inspiram o Jogo de Cartas

Muitas figuras conhecidas e importantes em diferentes áreas viraram personagens nas cartas. Por exemplo, Thais cita alguns exemplos. Andrea Hygino, professora de artes da UERJ, é uma delas. Ela é uma mulher negra que fala sobre educação. Da mesma forma, Renê Silva, jornalista do Voz das Comunidades, também está lá. Ele é conhecido por muitos. Leila Gonzales, outra professora da UERJ, aparece com seu cabelo black. Ela usava o estilo quando isso ainda era um desafio. Outro caso é a judoca Bia Souza, medalhista olímpica, que é mais uma “heroína”. A carta dela fala sobre a contribuição no esporte. Assim, o jogo de cartas mostra a riqueza da cultura negra. Portanto, ele oferece referências positivas para todos.

O Propósito e o Impacto do Jogo

A pesquisa que acompanha o jogo vai conversar primeiro com a comunidade acadêmica. O foco é entender como lidamos com o racismo. No entanto, a parte mais importante é quando o jogo chega às pessoas. Ele é uma ferramenta para olhar para as pessoas negras. O objetivo é que elas sejam vistas como exemplos e inspirações. Adicionalmente, Thais criou o jogo na Nave do Conhecimento, em Madureira, Rio de Janeiro. Este projeto faz parte do Jovens Cientistas Cariocas. Assim, a iniciativa busca desmistificar o acesso à cultura. Ela também quer empoderar as comunidades. A meta é que ninguém sinta medo ou distância de espaços culturais. Portanto, este jogo de cartas contra o racismo é um passo para construir uma sociedade mais justa e inclusiva. Além disso, ele estimula o debate e a identificação.