O governo do Rio de Janeiro segue com a política de cortes. Nesta segunda-feira, o Diário Oficial trouxe uma nova lista de exonerações RJ. Mais 94 pessoas perderam seus cargos em três secretarias. Os postos estavam ligados à Secretaria de Governo, à Casa Civil e à Secretaria de Gabinete do Governador. Com esta leva, o total de demissões chega a 638. A medida visa economizar cerca de R$ 10 milhões por mês para os cofres públicos. Este plano é parte de uma reestruturação mais ampla.
As demissões anteriores, publicadas na quinta e sexta-feira da semana passada, somaram 554 desligamentos. Somente o grupo de 93 pessoas dispensadas na sexta-feira já representou uma redução de aproximadamente R$ 8 milhões na folha de pagamento. Servidores que disputaram eleições para vereador em cidades do interior, sem sucesso, e que depois foram para funções longe de suas casas, estão entre os afetados. O governo aponta que parte das exonerações RJ mira funcionários que não estariam de fato trabalhando, os chamados “fantasmas”.
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Exonerações RJ: Onde os cortes acontecem
As demissões mais recentes atingem cargos da Secretaria de Governo, da Casa Civil e da Secretaria de Gabinete do Governador. Estas são áreas centrais da administração estadual. A expectativa do governo é que a reestruturação traga mais eficiência. Levantamentos internos indicam que as duas principais pastas envolvidas, a Secretaria de Governo e a Casa Civil, somam cerca de 4 mil servidores. A previsão é que este número seja reduzido para aproximadamente 1,6 mil cargos. Assim, a meta é ter uma máquina pública mais enxuta e focada.
O desembargador Ricardo Couto, governador em exercício, é quem assina as medidas. Ele assumiu o cargo em 23 de março. Desde então, ele tem feito nomeações estratégicas. Além disso, a gestão busca otimizar recursos. As auditorias realizadas nas secretarias servem de base para estas decisões. Portanto, os cortes são fruto de um estudo detalhado.
Reestruturação da máquina e novas funções
O plano de reorganização do governo do Rio também inclui mudanças na estrutura administrativa. Uma das ações é a recriação da Subsecretaria-Geral. Esta nova subsecretaria ficará ligada à Casa Civil. O procurador do estado Sérgio Pimentel vai comandar o órgão. Pimentel já auxilia o novo secretário da pasta, Flávio Willeman. Ambos são procuradores do estado. Antes disso, Pimentel foi subprocurador-geral e atuou na Cedae e no Detran. A nomeação de Willeman ocorreu na terça-feira passada. Assim, a equipe de Couto toma forma.
As exonerações RJ e os cortes foram publicados no Diário Oficial. As medidas são resultado de auditorias nas duas secretarias principais. Na sexta-feira passada, o governo também extinguiu três subsecretarias da Casa Civil. São elas: a Subsecretaria Adjunta de Projetos Especiais, a Subsecretaria de Gastronomia e a Subsecretaria de Ações Comunitárias e Empreendedorismo. As estruturas subordinadas a esses órgãos também foram descontinuadas. Dessa forma, o governo busca simplificar a gestão e diminuir custos.
Desde que assumiu, Ricardo Couto já nomeou nove gestores para áreas estratégicas. Entre eles, estão os responsáveis pela Casa Civil, Secretaria de Governo (interina), Controladoria-Geral do Estado, Instituto de Segurança Pública, RioPrevidência e Cedae. Essas nomeações mostram a intenção de montar uma equipe alinhada com os objetivos da nova gestão. A meta é ter um governo mais ágil e com menos gastos.
