Governador em exercício do RJ exonera mais 94 servidores; total chega a 638 e economia pode atingir R$ 10 milhões por mês

O governador em exercício do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, promoveu a exoneração de 638 servidores, incluindo 94 novas demissões. A medida busca economizar R$ 10 milhões por mês e faz parte de um plano de reestruturação que inclui o corte de "fantasmas" e a criação de novas subsecretarias.

O Rio de Janeiro passa por uma série de mudanças em sua administração. O governador em exercício, Ricardo Couto, decidiu pela exoneração de servidores RJ, cortando mais 94 nomes da folha de pagamento. Esta ação, somada a outras recentes, eleva o total de funcionários desligados para 638. A medida visa uma economia significativa para os cofres públicos, com uma projeção de R$ 10 milhões a menos por mês em gastos.

Entenda as Exonerações no RJ

Os funcionários demitidos ocupavam cargos em secretarias importantes, como a Secretaria de Governo, a Casa Civil e a Secretaria de Gabinete do Governador. Muitas destas pessoas, por exemplo, disputaram eleições para vereador em cidades do interior, não se elegeram e acabaram em funções distantes de suas casas. Apenas na semana passada, entre quinta e sexta-feira, o Diário Oficial já havia publicado 554 exonerações. O grupo de 93 desligados na sexta-feira, sozinho, já representava uma redução de cerca de R$ 8 milhões na folha de pagamento.

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O Plano de Reestruturação do Governo

Ainda assim, o plano de reestruturação é bem maior. Levantamentos internos mostram que as duas pastas mencionadas possuem cerca de 4 mil servidores. A expectativa é reduzir esse número para aproximadamente 1,6 mil cargos. Uma parte importante da exoneração de servidores RJ mira aqueles que não estariam de fato trabalhando, popularmente chamados de “fantasmas”. Além disso, o governo busca otimizar a máquina pública. Esta ação de exoneração de servidores RJ é um passo crucial para a gestão.

Mudanças Administrativas e Novos Nomes

As mudanças não param apenas nas demissões. O plano de Ricardo Couto também prevê alterações na estrutura administrativa do estado. Por exemplo, uma das medidas é a recriação da Subsecretaria-Geral, que ficará ligada à Casa Civil. Este novo órgão será comandado pelo procurador do estado Sérgio Pimentel, que já auxilia o atual secretário da pasta, Flávio Willeman. Ambos são procuradores de carreira e foram nomeados recentemente. Pimentel já teve passagens por outras importantes instituições, como a Cedae e o Detran, além de ter sido subprocurador-geral.

Todas as exonerações dos 459 comissionados, por exemplo, saíram nas edições de quinta e sexta-feira do Diário Oficial do Estado. Estas ações são um resultado direto de auditorias feitas nas duas secretarias principais. Na edição de sexta, o governo também acabou com três subsecretarias que faziam parte da Casa Civil: a Subsecretaria Adjunta de Projetos Especiais, a Subsecretaria de Gastronomia e a Subsecretaria de Ações Comunitárias e Empreendedorismo. As estruturas ligadas a esses órgãos também foram descontinuadas, mostrando um corte profundo.

Novas Nomeações Estratégicas

Desde que assumiu o cargo, em 23 de março, o governador em exercício Ricardo Couto já nomeou nove gestores para áreas chave do governo. Entre os nomes estão os responsáveis pela Casa Civil, Secretaria de Governo (interina), Controladoria-Geral do Estado, Instituto de Segurança Pública, RioPrevidência e Cedae. Essas nomeações mostram, contudo, que a reestruturação não é apenas sobre cortes, mas também sobre a formação de uma nova equipe para a gestão do estado.