Uma grande operação contra o tráfico em Curitiba movimentou a cidade na última sexta-feira (24). A ação policial mirou um grupo envolvido com mortes, venda de drogas e lavagem de dinheiro no bairro Parolin. Durante a investida, houve um confronto e uma pessoa morreu. Conforme as investigações, líderes da organização davam ordens de longe, mesmo estando em outro estado.
Detalhes da Megaoperação Policial
A Polícia Civil do Paraná (PC-PR) e a Polícia Militar (PM-PR) trabalharam juntas nesta ação. Além disso, a operação aconteceu ao mesmo tempo em Curitiba, Itapema (SC) e Maceió (AL). Policiais civis e militares dessas outras cidades também deram apoio. No total, foram cumpridos 41 mandados. Destes, 13 eram de prisão preventiva, 15 de busca e apreensão e 13 para bloquear e apreender bens. Ao todo, cerca de 150 agentes participaram. Eles usaram helicópteros e cães farejadores para ajudar nas buscas. Até o momento, 11 pessoas foram presas.
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Como o Tráfico em Curitiba se Organizava
As apurações começaram em junho de 2025. A polícia descobriu que o grupo passou a controlar o tráfico no bairro Parolin depois de brigar com uma gangue rival. A partir daí, imóveis na região serviam para guardar drogas e armas. Eles também usavam esses locais como base para suas atividades ilegais. Os chefes do grupo saíram do Paraná, alegando ameaças de morte. Contudo, mesmo em Alagoas, eles continuavam a coordenar as ações de tráfico em Curitiba. Outro membro, por exemplo, ficava responsável por colocar as ordens em prática no dia a dia.
O Dinheiro do Tráfico em Curitiba e a Lavagem
A investigação também mostrou como o dinheiro do tráfico em Curitiba era movimentado. O dinheiro ia para o Nordeste. Lá, os líderes sustentavam uma vida de luxo, sem ter nenhuma renda oficial. Para esconder a origem dos valores, o grupo usava familiares e empresas de fachada. Eles também faziam depósitos em dinheiro e transferências entre várias contas. Portanto, essa estratégia dificultava o rastreamento do dinheiro pela polícia. É uma forma comum de lavagem para grupos de tráfico.
Ligações com Homicídios na Região
Em uma das ações da investigação, os policiais encontraram quase R$ 500 mil em dinheiro vivo. Isso aconteceu em um imóvel no bairro Sítio Cercado, em Curitiba. No mesmo local, havia máquinas de contar dinheiro e porções de drogas. Além do tráfico, o grupo é suspeito de cometer homicídios em Curitiba e na Região Metropolitana. Um dos casos investigados é a morte de um chefe de grupo rival e de seu filho. Esse crime aconteceu em março deste ano, na cidade de Almirante Tamandaré. A polícia segue investigando os detalhes para prender todos os envolvidos nesta rede de tráfico em Curitiba.
