Operação contra Jogos de Azar Prende Vereadores e Desmantela Esquema Milionário

Uma grande operação da Polícia Civil do Paraná e outros estados prendeu 55 pessoas, incluindo dois vereadores, por envolvimento em jogos de azar e lavagem de dinheiro. A ação desmantelou um esquema que movimentou bilhões.

Uma grande operação contra jogos de azar e lavagem de dinheiro agitou o Paraná e outros quatro estados. A Polícia Civil do Paraná (PC-PR) liderou a ação. Ela ocorreu entre terça e quarta-feira, resultando na prisão de 55 pessoas. O objetivo era desmantelar esquemas milionários. Entre os detidos, estão dois vereadores paranaenses. Eles foram presos preventivamente, e suas prisões levantam questões sobre a influência da organização criminosa.

A investigação aponta que os suspeitos movimentaram bilhões de reais. Isso aconteceu ao longo de cerca de três anos, por meio de mais de 500 mil transações financeiras. Este volume impressionante de dinheiro sublinha a gravidade e a complexidade dos crimes. Eles envolvem a exploração de jogos ilegais e a ocultação da origem desses recursos. Portanto, a ação policial visa combater uma rede criminosa bem estabelecida.

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Vereadores Envolvidos na Operação

Víctor Hugo Davanço (Podemos), presidente da Câmara de Cianorte, e Marcelo Gaúcho (PSD), vice-presidente da Câmara de Goioerê, são nomes de destaque na operação contra jogos de azar. Ambos foram alvos de mandados de prisão preventiva. A polícia, contudo, não divulgou detalhes sobre o papel específico de cada um na estrutura da organização. As informações permanecem sob sigilo durante a fase inicial das investigações.

As Defesas dos Investigados

As defesas dos vereadores se manifestaram. O advogado de Víctor Hugo Davanço informou que ainda não teve acesso completo aos autos do processo. Ele afirmou que os fatos serão esclarecidos para provar a inocência do cliente. A Câmara de Cianorte, por sua vez, declarou não ter recebido notificação oficial sobre a prisão do seu presidente. A instituição afirmou estar à disposição para colaborar com as autoridades.

Da mesma forma, a defesa de Marcelo Gaúcho também alegou não ter tido acesso aos autos. Ela reiterou a intenção de comprovar a inocência. A Câmara de Goioerê seguiu a mesma linha, afirmando não ter sido notificada oficialmente. O g1 buscou contato com os partidos Podemos e PSD, mas não obteve resposta até a última atualização da notícia.

O Grande Alcance da Ação Policial

A mobilização para esta operação contra jogos de azar foi significativa. Ela envolveu mais de 330 policiais e três aeronaves durante os dois dias de cumprimento das ordens judiciais. No total, foram expedidas 371 ordens. Isso inclui 85 mandados de prisão preventiva, 102 de busca e apreensão, e 184 de bloqueio de contas bancárias. O objetivo principal era o sequestro de bens avaliados em R$ 1,5 bilhão. Isso evidencia a intenção de descapitalizar o esquema criminoso.

A ação policial se estendeu por 27 cidades em cinco estados brasileiros. No Paraná, as cidades abrangidas foram: Campo Mourão, Sarandi, Maringá, Cianorte, Londrina, Terra Boa, Curitiba, Goioerê, Cascavel, Cidade Gaúcha, Engenheiro Beltrão, Sabáudia, Marechal Cândido Rondon, Paraíso do Norte, Loanda, Medianeira, Faxinal, Apucarana e Alvorada do Sul. Além do Paraná, a operação alcançou São Paulo (Praia Grande e São Paulo), Goiás (Anápolis, Valparaíso de Goiás, Goiânia), Santa Catarina (Caçador) e Pará (Castanhal).

Bens Apreendidos na Operação contra Jogos de Azar

A polícia confirmou que, entre os presos, estão líderes do grupo, os vereadores mencionados e integrantes dos núcleos financeiro e operacional da organização. A apreensão de bens foi substancial. Ela reflete a capacidade de enriquecimento ilícito do esquema.

  • A polícia apreendeu 132 veículos, com valor total estimado em mais de R$ 11 milhões.
  • As autoridades confiscaram 111 imóveis, avaliados em cerca de R$ 32,9 milhões.
  • Também foram apreendidas mais de cem cabeças de gado, somando um valor de R$ 43,9 milhões.

Essas apreensões demonstram o impacto financeiro direto da operação. Elas visam não apenas prender os envolvidos, mas também desmantelar a infraestrutura econômica que sustentava as atividades ilegais. A ação reforça o compromisso das autoridades em combater o crime organizado e a lavagem de dinheiro, especialmente em operações contra jogos de azar. Assim, protege-se a integridade do sistema financeiro e a ordem pública.