Mais mulheres procuraram a polícia para denunciar um ginecologista em Irati, Paraná. O médico de 81 anos, Felipe Lucas, enfrenta acusações de abuso sexual durante atendimentos. Essas novas denúncias contra ginecologista surgem após uma primeira vítima levar o caso à Justiça, encorajando outras a falar sobre suas próprias experiências. Segundo o delegado Luis Henrique Dobrychtop, as vítimas deram depoimentos que se assemelham ao relato inicial, reforçando a gravidade da situação e um possível padrão de comportamento.
As novas denúncias vieram à tona depois que o médico se tornou réu em um processo por violação sexual mediante fraude. As mulheres que se manifestaram agora explicaram que não haviam procurado as autoridades antes por receio da influência política do profissional. Elas acreditavam que suas queixas não teriam prosseguimento, mas a visibilidade do primeiro caso mudou essa percepção, motivando-as a buscar justiça.
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Padrão de Conduta e Oportunismo
Para o delegado responsável pelo caso, os relatos recentes são importantes. Eles corroboram a investigação inicial e apontam para um comportamento repetitivo ao longo de muitos anos. Conforme Dobrychtop, o ginecologista, que já foi deputado estadual, prefeito e vereador em Irati, aproveitava sua posição de confiança para cometer atos de natureza sexual. Ele usava supostos procedimentos clínicos como justificativa para os abusos, tentando enganar as vítimas.
A primeira mulher a denunciar descreveu que, durante um exame, o médico realizou massagens íntimas. Ele alegou que era uma orientação para estimular a libido. No entanto, especialistas confirmam que essa prática não possui qualquer base na medicina. Este tipo de conduta levanta sérias questões sobre a ética profissional e o uso indevido da autoridade médica. As denúncias contra ginecologista como Felipe Lucas destacam a importância de fiscalizar e garantir a segurança dos pacientes.
Relatos Detalhados das Novas Vítimas
Duas novas vítimas se apresentaram à polícia, trazendo à tona situações ocorridas há anos. Uma delas relatou ter sofrido o abuso em 2011. A outra mulher informou que o incidente aconteceu em 2016. Os detalhes dados por elas são alarmantes e consistentes com o primeiro depoimento.
Uma das vítimas descreveu um toque contínuo em suas partes íntimas por cerca de cinco minutos. Ela afirmou que o médico realizava massagens de uma forma incomum e fora dos protocolos médicos. A mulher já havia feito outros exames ginecológicos com diferentes profissionais, portanto, notou a anormalidade da conduta. Além disso, ela relatou que o médico mudou bruscamente seu comportamento assim que outro profissional entrou na sala, o que reforça a ideia de que os atos eram impróprios e intencionais. Essas denúncias contra ginecologista são cruciais para a investigação.
A Defesa do Médico e o Caminho da Justiça
Desde que a primeira acusação se tornou pública, a defesa de Felipe Lucas tem negado as irregularidades. Os advogados do médico afirmam que ele não cometeu qualquer ato indevido ou conduta imprópria durante os atendimentos. O g1, que acompanha o caso, procurou os representantes legais do ginecologista para comentar as novas denúncias e aguarda uma resposta.
Em 2024, Felipe Lucas foi homenageado pelo Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR) por seus 50 anos de profissão, um fato que contrasta com as graves acusações que agora enfrenta. O caso segue em investigação, e a polícia continua apurando os fatos para garantir que todas as denúncias sejam devidamente analisadas e que a justiça seja feita. A coragem das vítimas em se manifestar é fundamental para o avanço do processo.
