Free Flow Paraná: Expansão do Pedágio Eletrônico em Debate

O sistema de pedágio free flow no Paraná deve se expandir com mais seis pontos de cobrança. Conheça as novas localidades e entenda como funciona o sistema sem cancelas que já está em debate.

O sistema de pedágio sem cancelas, conhecido como free flow Paraná, já funciona em algumas rodovias do Sudoeste do estado. Agora, este modelo deve crescer, com a chegada de mais seis pontos de cobrança em diferentes regiões. Este formato dispensa as paradas, pois câmeras e sensores fazem a cobrança automática. Contudo, o sistema enfrenta discussões na Justiça e na Assembleia Legislativa do Paraná.

O Que é o Free Flow e Como Funciona no Paraná?

O free flow Paraná é um método de cobrança de pedágio que não usa cancelas. Assim, os motoristas não precisam parar. Câmeras e sensores instalados em pórticos identificam os veículos e aplicam uma tarifa fixa. O pagamento desta taxa deve ser feito em até 30 dias após a passagem.

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Atualmente, o sistema opera em trechos concedidos à EPR Iguaçu. Esta empresa gerencia 662 quilômetros de estradas no Oeste e Sudoeste do Paraná. Existem três pórticos em funcionamento na rota entre Cascavel e Pato Branco.

Novos Pontos de Cobrança em Implantação

A expansão do free flow Paraná está em andamento. A EPR Paraná, que administra 628 quilômetros no Norte e Noroeste do estado, está instalando quatro novos pontos. A previsão é que a cobrança comece ainda este ano nestes locais:

  • Jataizinho
  • Rolândia
  • Mandaguari/Marialva
  • Presidente Castelo Branco/Mandaguaçu

Além disso, a concessionária Motiva Paraná também prepara a ativação de mais dois pontos de free flow. Eles cuidam de 569 quilômetros de rodovias. Os novos locais são:

  • Km 2 da PR-445, em Tamarana
  • Km 292 da BR-376, em Mauá da Serra

Estes pórticos ainda não estão ativos, mas devem começar a funcionar no primeiro semestre deste ano.

Outras Concessionárias e o Futuro do Free Flow

Outras empresas que gerenciam rodovias no Paraná também avaliam ou já se manifestaram sobre o sistema free flow. A Via Araucária, responsável por trechos importantes na Região Metropolitana de Curitiba e na rota para Guarapuava, estuda a troca de cinco praças de pedágio pelo free flow. No entanto, a decisão depende de regras e contratos, sem previsão para adoção.

A Via Campo, que atende estradas de Maringá a Guaíra, já solicitou a implantação do free flow para a praça de Floresta. Contudo, não há um cronograma definido para testes ou início das operações.

Por outro lado, a EPR Litoral Pioneiro, que atua em 27 cidades no Litoral, Campos Gerais e Norte Pioneiro, informou que não há planos para pedágio automático. Da mesma forma, a Arteris Litoral Sul, que opera em rodovias federais que ligam Paraná, Santa Catarina e São Paulo, não prevê a instalação deste sistema.

Contestações e Desafios do Free Flow

O modelo de pedágio free flow não está livre de debates. Atualmente, o sistema é alvo de contestações na Justiça e também na Assembleia Legislativa do Paraná. Estas discussões buscam esclarecer questões sobre a aplicação e a legalidade do sistema, o que pode influenciar sua expansão e funcionamento futuro no estado.