Cinco policiais militares foram presos no noroeste do Paraná. Eles são suspeitos de ajudar no transporte de mercadorias ilegais. Isso inclui celulares e cigarros eletrônicos, por pelo menos três anos. A ação faz parte de uma investigação contra o contrabando na região. O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) participou. A operação que levou à prisão desses policiais presos por contrabando ocorreu em Umuarama, Iporã e Icaraíma.
Os nomes dos envolvidos não foram divulgados. Um dos policiais atuava no Batalhão de Polícia Militar de Fronteira (BPFron) de Umuarama. Outros dois estavam lotados no 25º Batalhão de Polícia Militar (BPM). Os dois restantes já estavam na reserva. Esta medida preventiva visa desarticular uma rede criminosa que operava há bastante tempo na região.
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Detalhes da Operação Contra o Contrabando
A força-tarefa cumpriu cinco mandados de prisão preventiva. Além disso, foram realizadas 12 buscas e apreensões e cinco buscas pessoais. Três mandados de afastamento das funções policiais também foram executados. A Vara da Auditoria da Justiça Militar Estadual expediu todas as ordens judiciais. Durante a operação, uma pessoa acabou presa em flagrante por tentar atrapalhar a justiça. A Polícia Militar do Paraná (PM-PR) se manifestou. A corporação afirmou que mantém seu compromisso com a legalidade e a transparência. A PM-PR disse ainda que colabora diretamente, por meio de sua Corregedoria, para identificar e punir condutas erradas de seus membros, inclusive os policiais presos por contrabando.
Como os Policiais Presos por Contrabando Agiam
O Ministério Público do Paraná (MP-PR) aponta que os policiais militares davam apoio ao transporte das mercadorias. Eles agiam como batedores, por exemplo. Também faziam a escolta de contrabandistas que entravam no Brasil. Existem indícios de que, em algumas situações, os próprios agentes transportavam os produtos em seus carros. Além disso, eles são suspeitos de passar informações sobre operações policiais. Também divulgavam as escalas de serviço para os outros integrantes do esquema. Essa troca de informações facilitava a movimentação das cargas ilegais. Por consequência, tornava mais difícil a fiscalização.
Guilherme Franchi, coordenador do Gaeco de Umuarama, explicou a logística. Ele disse que os envolvidos faziam várias viagens da região de fronteira até Umuarama. Eles traziam grandes quantidades de celulares em veículos pequenos. Depois, esses aparelhos eram colocados em caminhões maiores. Por fim, eram distribuídos para diversas partes do Paraná e outros estados. A Polícia Federal foi quem primeiro identificou o esquema. Em seguida, comunicou o caso ao Gaeco, que deu prosseguimento à investigação. A ação demonstra a seriedade com que as autoridades tratam a participação de agentes públicos em crimes.
A investigação continua para apurar todos os detalhes e identificar outros possíveis envolvidos. A prisão desses policiais presos por contrabando reforça a importância da fiscalização interna das corporações. Isso garante a integridade e a confiança da população nas instituições de segurança pública. O caso serve como um lembrete de que a corrupção não será tolerada, independentemente do cargo ou função. A atuação conjunta das forças de segurança é crucial para combater crimes como o contrabando.
